Alexander McQueen: O lado negro do génio que mudou a moda

Cinco anos após a sua morte, surge um novo retrato da vida do designer, um homem violento e traumatizado por um abuso sexual

O vício das drogas e do álcool, as tentativas de suicídio anteriores à que levou à sua morte, a 11 de fevereiro de 2010, a fortuna acumulada, o sexo despreocupado, as depressões constantes, a violência e o masoquismo, a passarela como cenário onde reproduzia todos os seus fantasmas. O lado negro da vida de Alexander McQueen foi agora revelado pelo jornalista Andrew Wilson, que nos últimos dois anos entrevistou os seus familiares, amigos e ex-namorados. O resultado é publicado no livro Alexander McQueen: Blood Beneath The Skin, da editora Simon & Schuster.

O estilista britânico era conhecido por criar desfiles inusitados e pouco convencionais, como o denominado Highland Rape, em que as modelos surgiam com peças rasgadas, como se tivessem sido violadas. Chegou a fazer desfilar uma modelo africana com jóias que se pareciam com algemas e a ornamentar um casaco de valor milionário com a imagem de uma criança a morrer à fome. "Eu não estou aqui num cocktail. Prefiro que as pessoas saiam dos meus desfiles e vomitem. Gosto de reações extremas. Quero ver ataques cardíacos, quero ver ambulâncias", explicou.

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