Alegada vítima de Galliano recua nas acusações

Afinal o homem que acusou John Galliano de racismo e anti-semitismo diz que as declarações do estilista não passaram de provocações e já tentou retirar a queixa.

Em entrevista ao jornal francês Le Parisien, Philippe Virgiti afirmou que John Galliano proferiu insultos anti-semitas e racistas porque não gostou da voz da sua amiga. "Eu estava com uma amiga quando um homem que eu não conhecia se sentou junto a nós. Depois, começou a agredir-nos verbalmente e a dizer à minha amiga que a voz dela o irritava, que ela falava muito alto", contou Virgiti.

A alegada vítima explicou ainda que não acredita que o ex-criador da Dior seja anti-semita e racista, estando convencido que o designer "está muito doente" devido à sua dependência do álcool e que as suas palavras não passaram de provocações. "John Galliano não merece isto. Não quero que ele se destrua assim", confessou, adiantando, ainda, que não lhe é permitido retirar a queixa porque "a máquina judicial já está em andamento".

Quem também tem sido criticado é o advogado Stephane Zerbib. Judeu, é ele quem está a defender Galliano da acusação de anti-semitismo. Em entrevista ao site Y Net News, Zerbib disse que trabalha com o estilista há sete anos e que nunca sentiu preconceito da sua parte. "Eu não encontro uma explicação para o que aconteceu. Poderia acontecer com qualquer um de nós. Qualquer pessoa pode ir a um bar, beber um pouco e envolver-se numa discussão", atirou.

Questionado em relação ao vício de John Galliano, Stephane Zerbib afirmou: "É o álcool misturado com medicamentos. As pessoas que não conhecem o caso podem dizer qualquer coisa. Todos têm opinião. É fácil falar, criticar, ficar chocado. Mas essas pessoas não sabem o que realmente aconteceu".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG