Risco de incêndio. País em alerta até segunda-feira

Temperaturas altas levaram os ministérios da Administração Interna e o da Agricultura e Florestas a tomar medidas especiais de prevenção.

Os ministérios da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural declararam a "situação de alerta" em todo o território nacional a partir das 23:59 desta quinta-feira e até dia 3 de junho, segunda-feira.

A declaração de alerta, assinada por despacho conjunto por Eduardo Cabrita e Capoulas Santos, surge devido às previsões meteorológicas para os próximos dias, em que as temperaturas ultrapassam os 30 graus e ao elevado risco de incêndio.

De acordo com os dois ministérios, a declaração de situação de alerta decorre das informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) sobre as condições meteorológicas para a globalidade do território do Continente, bem como do índice meteorológico de risco de incêndio florestal - FWI, calculado e disponibilizado pelo IPMA, é elevado ou muito elevado para os próximos cinco dias.

Por outro lado, foi tido em conta o alerta técnico-operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil que determina a passagem ao estado de alerta especial amarelo do dispositivo especial de combate a Incêndios rurais nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, e ao estado de alerta especial laranja nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal

Medidas de caráter excecional em situação de alerta

- Elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte da GNR e da PSP, com reforço de meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas;

- Proibição da realização de queimadas e de queimas de sobrantes de exploração;

- Dispensa dos trabalhadores dos setores público e privado que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário, nos termos dos artigos 26.º e 26.º-A do Decreto-Lei n.º 241/2007;

- A emissão de aviso à população pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil sobre o perigo de incêndio rural;

‐ A solicitação à Força Aérea, através do Ministério da Defesa Nacional, a disponibilização de meios aéreos para, se necessário, estarem operacionais nos centros de meios aéreos a determinar pela proteção civil.

- O imediato acionamento das estruturas de coordenação institucional territorialmente competentes (Centro de Coordenação Operacional Nacional e Centros de Coordenação Operacionais Distritais).

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