"Quando aterrámos era só polícia, ambulâncias e bombeiros à volta do avião"

Avaria em avião da SATA fez com que equipa de andebol do Vitória de Setúbal ficasse toda a noite no aeroporto Humberto Delgado. Depois de alguns atrasos, aeronave chegou a levantar voo, mas regressou a Lisboa para aterragem de emergência.

A principal equipa de andebol do Vitória de Setúbal dormiu a noite passada no aeroporto Humberto Delgado (Lisboa) depois de a ligação aérea para os Açores ter sido cancelada devido a uma avaria no A330 da SATA que tinha como destino Ponta Delgada.

A viagem está agora marcada para as 13.05 deste sábado.

O voo, onde também seguia o presidente do Partido Socialista, Carlos César, deveria ter acontecido na sexta-feira pelas 13.30. Após sucessivos adiamentos, o avião acabou por descolar, apenas para voltar para trás aos 30 minutos de viagem, regressando a Lisboa para uma aterragem de emergência, devido a uma avaria no trem hidráulico.

Os atletas e dirigentes sadinos - tal como os árbitros do encontro com o Mariense, para o campeonato nacional da segunda divisão da modalidade, que estava marcado para o final da tarde deste sábado e que já foi adiado para as 12.00 de domingo - acabaram por ficar toda a noite no aeroporto, pois à uma da manhã disseram-lhes que teriam de estar às cinco junto ao balcão da companhia aérea açoriana.

"Ontem [sexta-feira] fizemos o check in às 13.05, tudo normal. Quando viemos à procura da porta de embarque a informação já era a de que o voo tinha sido adiado para as 20.35", contou ao DN Danilo Ferreira, o treinador da equipa sénior do Vitória de Setúbal.

"30 minutos de voo e surgiu nova avaria"

Depois de estarem sete horas no aeroporto, embarcaram finalmente e de novo surgiram problemas. "Entrámos no avião e o comandante disse que tinha existido uma avaria e que agora iríamos partir. Mas passados cinco minutos disse que tinha surgido uma nova avaria e que ia falar com o mecânico. Passado um bocado anunciou que ia fazer um reset e que iríamos voar", recordou.

Danilo Ferreira contou ao DN que o avião levantou então voo e "passados 30 minutos disse [o comandante] que surgiu mais uma avaria e tínhamos de voltar para trás e cancelar o voo".

O dirigente garante que os passageiros ficaram "assustados assim, assim, pois o comandante transmitiu bastante segurança no seu discurso".

Já a aterragem em Lisboa foi digna de filme: "Era polícia, bombeiros, ambulâncias, tudo à volta do avião."

A odisseia da equipa continuou pois ninguém da SATA foi explicar o que se estava a passar e qual seria o apoio que os passageiros iriam receber.

"Enviaram umas senhoras da Groundforce (a empresa de assistência em terra que opera no aeroporto de Lisboa) ter connosco que disseram que o alojamento e a alimentação era por nossa conta e que depois seríamos reembolsados. E que às 5 da manhã tínhamos de ir ao balcão da SATA para recebermos informações. Só uma hora e meia depois chegou um senhor da SATA chamado Paulo Costa, numa altura em que só estávamos nós e os árbitros".

Danilo Ferreira contou que este elemento da companhia aérea lhes disse para arranjarem hotel e comida, que o clube tinha de adiantar o dinheiro, e que tinham de ir às 5 da manhã ao balcão.

Esta manhã a situação ficou resolvida, incluindo a alimentação com a entrega de vouchers à comitiva, ao ser marcado novo voo - para as 13.30 - e com a ligação de Ponta Delgada para Santa Maria garantida. A equipa deve chegar a esta ilha pelas 19.15 o que impossibilita a realização do jogo marcado para as 20.00

"Chegar ao aeroporto às 19.15, ao pavilhão chegaríamos às 19.40 para jogarmos às 20.00. Falámos com a federação e o Mariense e o jogo foi adiado para as 12.00 de domingo", explicou o técnico.

Sorte diferente teve a equipa de hóquei em patins da Física de Torres Vedras que também ia jogar aos Açores este sábado, mas que acabou por adiar a viagem pois não iriam chegar a tempo, acrescentou.

Para o plantel sadino este foi um final de semana que "foi mau, ainda está a ser mau", concluiu Danilo Ferreira.

Para outros passageiros, no entanto, adivinha-se pior já que receberam entretanto a informação de que vão partir mais tarde.

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