PSP dispersa ajuntamentos em Porto e Braga. Costa lembra "temos de cumprir as regras"

Centenas de pessoas juntaram-se no centro de Braga e no centro do Porto, indo contra as indicações da Direção-Geral de Saúde.

A polícia dispersou esta madrugada ajuntamentos com centenas de pessoas em Porto e Braga, semelhantes aos que foram registados na véspera na praia de Carcavelos ou nas Docas em Lisboa. Mais cedo, o primeiro-ministro, António Costa, tinha alertado para "comportamentos que podem dar mau resultado".

A PSP de Braga interveio na madrugada deste domingo para dispersar um ajuntamento com cerca de uma centena de jovens numa praça no centro da cidade, tendo as pessoas acatado a indicação ordeiramente, disse à Lusa fonte daquela polícia.

Segundo a fonte, o grupo, sobretudo constituído por jovens, encontrava-se concentrado cerca das 01:00 no Campo das Hortas, uma praça central conhecida como ponto de encontro para convívio e consumo de álcool.

Apesar de os bares estarem já encerrados - a PSP diz que, devido aos condicionalismos impostos pela pandemia, "pelas 23:00 começam a fechar" - a concentração juntou cerca de uma centena de pessoas, num ajuntamento não autorizado devido aos riscos de contágio da covid-19.

De acordo com a PSP, as pessoas acataram as indicações da polícia de forma ordeira, tendo o grupo desmobilizado sem incidentes.

Também a PSP do Porto foi chamada para dispersar um grupo de "algumas centenas" de jovens que se juntou na zona da Cordoaria, no centro da cidade, tendo a operação decorrido também sem incidentes.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte daquela polícia, o alerta terá sido dado por um morador na zona, para uma concentração de "muita gente" - sem saber precisar o número, apontou para "algumas centenas" - que conviviam e bebiam ao ar livre, ao som de música, "junto à Cordoaria e ao Campo Mártires da Pátria".

Por se tratar de um ajuntamento não autorizado devido aos riscos de contágio da covid-19, os elementos da PSP deram indicações para que o grupo dispersasse, o que aconteceu sem incidentes.

De acordo com a fonte, o grupo "terá dispersado em direção a [Vila Nova de] Gaia, onde se terá concentrado noutro local, mas depois regressou" à Cordoaria, acabando por ser de novo dispersado por agentes da PSP.

Segundo acrescentou, não houve detenções, nem foram identificados os intervenientes, já que acabou por ser cumprida a ordem policial.

Alerta de Costa

O primeiro-ministro tinha reagido mais cedo às notícias de ajuntamentos semelhantes na zona de Lisboa, na noite de sexta para sábado.

"Festas como a de Lagos, falta de cuidado como aconteceu naquele lar, ajuntamentos como ontem aconteceram na praia de Carcavelos ou nas docas em Lisboa, isso são obviamente comportamentos que podem dar mau resultado", avisou Costa antes de assistir a um concerto de Rita Redshoes, no Teatro São Luiz, em Lisboa, inserido no festival solidário Regresso ao Futuro.

Como o "vírus vai continuar a andar por aí e por ai andará até haver vacina", António Costa foi perentório: "ou ficamos fechados em casa ou para sairmos temos que cumprir as regras".

"Caso contrário, as empresas fecham, as atividades fecham, os empregos são postos em causa e os rendimentos perdem-se. Temos que tratar da saúde - da nossa e de todos aqueles que nos rodeiam - mas temos que tratar de criar as condições para que a normalidade da vida possa regressar, os empregos possam ser mantidos, os rendimentos possam ser recuperados e, para que isso aconteça, é fundamental ninguém relaxar", avisou.

Costa alertou para a possibilidade de virem a ser dados passos atrás no desconfinamento. "Se for necessário dar, daremos os passos atrás que forem necessários dar. Agora eu acho que o que temos que ver é como é que podemos evitar os passos atrás, controlando a situação", afirmou.

Na perspetiva do primeiro-ministro, "a melhor forma de sermos solidários é todos cumprirmos as regras", sendo essa a melhor maneira de "retomar a atividade".

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