Presidente do IPO do Porto saiu em liberdade

José Laranja Pontes, arguido na Operação Teia, diz estar "desgostoso" com o enxovalhar da sua família e do IPO do Porto. Medidas de coação só serão conhecidas na segunda-feira.

O presidente do conselho de administração do Instituto Português de Oncologia do Porto, José Laranja Pontes, saiu este sábado em liberdade após ter sido ouvido em tribunal. As medidas de coação, contudo, só serão conhecidas no segunda-feira. Fonte judicial adiantou que Laranja Pontes, que desde hoje é um homem reformado, ficará sujeito a uma caução de 20 mil euros, além da suspensão das funções e a proibição de contactos com outros arguidos e funcionários do IPO. Como estas medidas foram aceites pela defesa, foi já libertado.

À saída do tribunal, Laranja Ponte disse estar "extremamente desgostoso" com este processo. De forma emocionada, explicou que o desgosto é "principalmente pelo enxovalhar da minha filha, da minha família e de mim, e do IPO do Porto".

Sobre o processo e as acusações, afirmou que "são avatares... a gente tem que regressar à realidade."

Laranja Pontes é um dos arguidos da Operação Teia. O médico que chefia o IPO do Porto viu a instituição pagar 360 mil euros à empresa gerida por Manuela Couto, mulher de Joaquim Couto (PS), presidente da Câmara de Santo Tirso e também médico e ex-colega de curso de Laranja Pontes na Faculdade de Medicina do Porto. A sua filha entra no processo por alegadamente, ter beneficiado da influência política do casal Couto para ser colocada na Câmara de Matosinhos, também do PS. Essa influência, diz a PJ, foi o pagamento dos contratos assinado pelo IPO com a empresa de Manuela Couto. Desde 2017 foram 13 contratos no valor de quase 360 mil euros.

Os outros arguidos devem ser sujeitos a medidas de coação mais gravosas. O Ministério Público pediu prisão preventiva para Joaquim Couto, tal como para a sua mulher Manuela Couto. O autarca de Santo Tirso é suspeito de usar a sua influência política no partido para conceder favores a Laranja Pontes e a MIguel Costa Gomes, presidente da Câmara de Barcelos, em troca da contratação por estes dos serviços das empresas de comunicação da sua mulher Manuela.

Para o autarca de Barcelos Miguel Costa Gomes, foi pedida pelo MP a sua prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

Falta conhecer a decisão do juiz Artur Guimarães, o que só irá acontecer na segunda-feira.

(em atualização)

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