Piloto que aterrou avioneta em praia da Caparica acusado de duplo homicídio

Foram acusadas mais seis pessoas por responsabilidade na aterragem de emergência no areal de São João da Caparica, que provocou a morte a uma criança de 8 anos e a um homem de 56.

Sete pessoas foram acusadas no processo da aterragem de emergência de uma avioneta no areal da praia de São João da Caparica, a 2 de agosto de 2017, que provocou a morte de um homem de 56 anos e uma criança de oito.

Carlos Conde D'Almeida, o piloto do Cessna 152 CS-AVA, está acusado de dois crimes de homícido por negligência e outro por condução perigosa de meio de transporte pelo ar.

Três funcionários da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) enfrentam também acusações: Luís Silva Ribeiro (presidente), Vítor Rosa (diretor de Segurança Operacional) e José Queiroz (chefe do departamento de Licenciamento de Pessoal e de Formação) são acusados de crime de atentado à segurança de transporte por ar, que é agravado por terem resultado duas mortes.

Pelo mesmo crime vão responder três elementos da escola de aviação Aerocondor, proprietária da avioneta que aterrou de emergência, a saber: a administradora Ana Vasques, o diretor de instrução Ricardo Olim Freitas e o diretor de segurança José Coelho.

Este acidente registou-se quando o piloto se viu obrigado a fazer uma aterragem de emergência quando efetuava um voo de instrução, tendo escolhido o areal da praia de São João da Caparica, onde na altura estavam muitas pessoas, tendo provocado duas mortes, enquanto os dois tripulantes do aparelho saíram ilesos.

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