Ministro admite que "há muitas incertezas" sobre aulas no Secundário em maio

Tiago Brandão Rodrigues disse, em entrevista à TVI, que os alunos do 11º e 12º anos só voltam a aulas presenciais se existirem condições de segurança. No Básico, o ensino à distância pela TV "não é uma novidade" e os "professores vão continuar a ensinar".

Tiago Brandão Rodrigues disse, em entrevista à TVI, que o regresso de alunos do secundário a aulas presenciais nas escolas durante o mês de maio ainda não é uma certeza. "Temos a certeza que ainda temos muitas incertezas", afirmou. Já durante a tarde o primeiro-ministro admitiu que tal possa só ocorrer em junho. Os exames, agendados para julho e setembro, só contam para acesso ao ensino superior.

"Ir à escola tem uma importância muito grande", admitiu o ministro, apontando que "mais cedo ou mais tarde vamos ter que começar a afrouxar medidas. Não sabemos é quando". Deixa a garantia que "a saúde pública é o mais importante. Só voltaremos às escolas quando houver garantias de que existem condições de segurança".

O ministro da Educação reitera que, neste ano letivo, os alunos do Básico, até ao 9º ano, e os do 10º ano do Secundário não voltam a ter aulas presenciais. E diz que mesmo os do 11º e 12º anos só "hipoteticamente voltam à escola", para aulas presenciais nas 22 disciplinas que têm exames. Estes só decorrem em julho e setembro, como foi anunciado durante a tarde.

Nos exames, avaliação decisiva para o acesso ao ensino superior, Tiago Brandão Rodrigues espera que em julho já o confinamento seja diferente para se fazer a primeira fase de exames. "Vai de acordo às expectativas que os alunos tinham no percurso do ano", disse. Apontou que os exames podem decorrer em pavilhões gimnodesportivos para que os alunos estejam afastados, e, nalgumas escolas poderá haver outras soluções. A avaliação destes exames será apenas para o acesso ao Ensino Superior, seja universitário ou politécnico.

No ensino do 1.º ao 9.º ano será usado o método da Telescola, já apresentado, e o ministro diz que professores e diretores de escolas poderão ter formação para "afinar a estratégia de avaliação dos alunos". Assegurou que os alunos com menos meios são uma realidade mas não ficam esquecidos: "Nenhum aluno vai ficar para trás."

DIsse ainda que os professores não vão deixar ensinar mesmo com a televisão a fornecer conteúdos. "Vamos ter sequencialmente blocos pedagógicos temáticos organizados por dois anos letivos, desde o primeiro ao nono ano."

A exigência do ensino à distância é reconhecida, sem que tal seja visto pelo ministro como um território desconhecido, existindo já uma tradição. "O ensino à distância não é uma novidade, é já um recurso. Temos muitos alunos que têm, como os filhos de trabalhadores itinerantes ou os atletas de alta competição."

O responsável pela pasta da Educação disse que o uso obrigatório de máscaras para alunos, professores e pessoal auxiliar com o eventual regresso a aulas presenciais em maio no secundário não é uma desautorização da Direção-Geral de Saúde. "Começa a haver uma nova teoria - a máscara pode ser um recurso adicional nalgumas situações", disse Tiago Brandão Rodrigues, emitindo a opinião que a DGS nunca desvalorizou o uso de máscaras.

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