Lisboa reforça medidas de apoio a idosos e sem abrigo

"Queremos garantir condições de trabalho e confiança a quem dá o seu melhor para garantir o nosso futuro, ajudando a proteger a sua retaguarda" é o lema destas medidas anunciadas pelo presidente da autarquia Fernando Medina.

Foi numa publicação de um vídeo no Facebook que o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina apelou aos cidadãos no sentido da responsabilidade individual e social, especialmente para com os mais vulneráveis. "É um imperativo ético e moral", referiu o autarca.

"Agora entramos numa nova fase de resposta à pandemia. Com escolas encerradas, com muitas famílias em casa, e com a necessidade de diminuir ainda mais o contacto social, em especial dos mais velhos e dos mais vulneráveis, à responsabilidade individual, precisamos de somar responsabilidades sociais mais fortes", sublinhou.

O vídeo descreve as quatro medidas fundamentais que a CML vai por em prática nesta fase de mitigação do vírus. "Estamos perante uma crise de saúde pública cujo impacto testará todos nós. Tudo faremos para não lhe somar uma crise social. Lisboa já está a responder. A Câmara Municipal de Lisboa acaba de reforçar as medidas de apoio social a crianças, idosos, sem abrigo e profissionais das forças essenciais.", lê-se na publicação.

As medidas anunciadas são as seguintes:

Para as famílias e crianças mais carenciadas

Estarão em funcionamento 26 cozinhas e refeitórios em escolas por toda a cidade. Será assim confecionada e garantida a alimentação completa a todos os alunos mais necessitados. Muitas crianças apenas têm acesso às únicas refeições do dia nas escolas e assim não se cria também uma crise social.


Para os idosos

Irá ser alargado o apoio domiciliário na zona de Lisboa, em conjunto com a Santa Casa de Misericórdia e juntas de freguesia, à população mais envelhecida que precisa de apoio e conforto no desempenhar de tarefas do dia-a-dia. Assim, vão ser garantidas refeições quentes, condições de higiene pessoal e medicamentos a todos os idosos com dificuldades de mobilidade e de autonomia pessoal. Além de todos os idoso que já se encontravam neste programas de apoio, irão ser acrescentados à medida todos os que frequentavam centros de dia que tiveram de ser encerrados de modo a conter o risco de contágio, e todos aqueles que, de uma forma ou outra, não tem autonomia no dia-a-dia, sendo este o maior programa de apoio social criado na cidade de Lisboa.

Para toda a população em situação de sem-abrigo

Todos os centros de acolhimentos de Lisboa têm planos de contingência aprovados, medidas de higiene reforçadas, espaços de isolamento e planos de quarentena. Em adição, estão a ser construídos mais dois espaços de quarentena, para o caso de a situação assim o obrigar, garantindo todas as condições de segurança necessárias. Para todos os sem-abrigo que não se encontrarem nos planos existentes, será instalado um centro de acolhimento no pavilhão do Casal Vistoso.

A CML junta-se ao Ministério de Educação

Irão manter-se abertas nove escolas em Lisboa de modo a acolher os filhos dos profissionais dos serviços essenciais, nomeadamente de saúde, forças de segurança e bombeiros, que necessitem deste apoio.

Veja o vídeo aqui:

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