Marinha entra em ação com sonar à procura de viaturas na pedreira

Aparelho irá ajudar a localizar as vítimas da derrocada

A Marinha vai juntar-se às operações de resgate na pedreira de Borba na manhã desta quinta-feira com um sonar que poderá ajudar a perceber onde estão as viaturas que caíram ao poço aquando do aluimento da estrada, o que poderia ser um passo relevante para encontrar os três corpos desaparecidos.

A revelação foi avançada pelo comandante distrital de Operações de Socorro de Évora, José Ribeiro, admitindo que se alguma viatura for identificada por aquele veículo submarino serão tomadas "outro tipo de decisões operacionais e empenhados outro tipo de meios".

Segundo apurou o DN, deverão chegar a Borba seis elementos da Marinha, três dos quais mergulhadores, equipados com o veículo que é operado remotamente, dotado com um sonar, com capacidade para mergulhar até 40 metros profundidade. O sonar faz a propagação do som na água, captando o seu reflexo para detetar objetos submersos, tratando-se de uma operação que é novidade para a Marinha, mais habituada a trabalhar em rios e mar.

Durante a noite vai continuar a ser retirada água da pedreira com recurso às bombas instaladas, mas esta quinta-feira vai ser reforçado o sistema de drenagem com colocação de mais uma bomba.

"É uma operação de grande complexidade em que temos que ir colocando bombas de forma faseada para garantir que a água drenada não vai causar constrangimentos a jusante na linha de água", sublinhou José Ribeiro, avançando que também vai ser feita uma nova avaliação técnica do perímetro do teatro de operações, onde hoje estiveram 62 operacionais e 32 veículos.

Os elementos no terreno serão reduzidos durante a noite, ficando apenas alguns operacionais a monitorizar a atividade das bombas e algum deslizamento que possa ocorrer. "Isso também é importante para o nosso planeamento de amanhã", resumiu José Ribeiro.

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