Marcelo mantém tradição e bebe ginjinha no Barreiro. Promete voltar em 2021 seja "Presidente ou não"

Apesar da pandemia, o Presidente da República mantém tradição de ir beber uma ginjinha ao Barreiro antes do Natal. Este ano, com máscaras.

O Presidente da República manteve esta quarta-feira a tradição de beber uma ginjinha no Barreiro, no distrito de Setúbal, antes da Consoada, apesar da pandemia de covid-19.

Munido de máscara e procurando manter a distância de segurança, Marcelo Rebelo de Sousa retirou a proteção facial para beber a ginjinha, e comer queijo e pão como acompanhamento.

E o chefe de Estado prometeu regressar no próximo ano, mesmo que não seja reeleito.

"Presidente ou não Presidente estou cá para o ano. Eu venho pela ginjinha, não venho por ser Presidente", disse aos jornalistas o chefe de Estado e recandidato ao cargo.

Marcelo antecipou esta manhã a tradição, reservada habitualmente para o dia 24, de beber a ginjinha de Natal na "Tasca da Galega", no Barreiro.

Deslocou-se até ao Barreiro na sua viatura pessoal, logo depois de ter entregado de manhã 12.747 assinaturas no Tribunal Constitucional para formalizar a recandidatura ao cargo de Presidente da República.

No local, Marcelo bebeu a tradicional ginjinha, brindando "ao Barreiro" e à tradição que, previu, "para o ano já será mais aberta", numa referência às limitações causadas pelo contexto pandémico da covid-19.

Ao lado do chefe de Estado esteve o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosas (PS), que assinalou: "Com tradição, mas em segurança este ano".

"Isto de manhã tem outro sabor, é mais intenso", brincou ainda Marcelo, que precisou de "um queijinho" e um "pãozinho" para acompanhar a bebida, eram 11 da manhã.

O autarca do Barreiro explicou ainda ao Presidente que a tradição, há uns anos reservada apenas para homens, era "um ponto de encontro para as pessoas" da região, "mas também para quem já estava fora do Barreiro e que vinha passar o Natal".

À saída, já com algumas pessoas curiosas a assistir da rua, o Presidente caracterizou a sua presença no local como "uma visita de médico", referindo-se ao facto de ter sido rápida e adaptada às circunstâncias pandémicas, sem os abraços e as fotografias habituais.

"Cumprimos a tradição, mas não no dia 24. Responsabilidade individual e para com o outro é a melhor prenda que podemos dar. Feliz Natal a todos os meus amigos com tudo de bom como merecem", escreveu no Facebook Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que brindou ao lado do Presidente da República.

Presidente da República reduz os convívios à mesa no Natal

Marcelo Rebelo de Sousa vai, no entanto, ter de reduzir os convívios à mesa no Natal, como afirmou esta quarta-feira.

"Tendo visto que alguns epidemiologistas ficam muito sensibilizados com o facto de ter muitas refeições, eu já reduzi a uma. Já só haverá uma refeição em casa, com cinco pessoas, portanto, é o mínimo dos mínimos que eu terei no Natal", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à margem da entrega das assinaturas no Tribunal Constitucional para formalizar a sua recandidatura ao cargo de Presidente da República.

Sobre a agenda enquanto candidato e chefe de Estado nesta quadra natalícia afirmou que não tem nada programado no dia de Natal e na véspera. "No dia 25 não tenho programa, nem como Presidente nem como candidato", disse, referindo que no dia 24 de dezembro também tem a agenda livre.

Afirmou ainda que tem na semana seguinte "compromissos como Presidente da República, mas poucos". "Fica o Natal reduzido a 23 à noite, 24 não haverá nem 25", resumiu.

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