Lojistas manifestam-se e pedem encerramento dos centros comerciais

Neste domingo, em várias grandes superfícies do país, os empregados das lojas manifestaram-se a favor do encerramento dos centros comerciais, considerando que perante o aumento de infetados com covid-19 representa um perigo para a saúde.

A cena repetiu-se neste domingo um pouco por vários pontos do país. Vários lojistas de centros comerciais manifestaram-se a favor do encerramento das grandes superfícies. Vídeos disponíveis nas redes sociais mostram protestos em pelo menos três grandes centros comerciais na área Lisboa, o Colombo e o Vasco da Gama e o Almada Fórum, e outros três na região norte, o Braga Parque, o Fórum Aveiro e Arrábida Shopping.

"Queremos ir para casa!", "vão para casa" e "fecha, fecha" foram das frases mais repetidas. Os trabalhadores destes grandes centros comerciais reclamam que nesta altura, face ao crescente caso de infetados com o vírus covid-19 em Portugal, e numa altura em que é recomendado distanciamento entre as pessoas, manter as lojas abertas representa um perigo para a saúde.

"Se as praias e os bares fecham, se os restaurantes só podem ter 1/3 dos lugares, por que não acontece o mesmo com as lojas dos shoppings? A menos que se tratasse de necessidades sociais impreteríveis (supermercados e farmácias), para quê insistir que se mantenham abertas? Se os patrões não têm consciência nem consideração por quem trabalha, cabe ao Governo tomar decisões e determinar regras claras para o privado que protejam também estes trabalhadores", questionou José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, nas redes sociais.

O Governo decretou neste domingo que, no limite, um centro comercial ou uma loja comercial não deverão ter uma ocupação simultânea superior a quatro pessoas por 100 metros quadrados, excluindo os trabalhadores e prestadores de serviços

A decisão, anunciada através do Ministério da Economia e da Transição Digital, resulta da aplicação de medidas extraordinárias e de caráter urgente face ao contágio de Covid-19, entre as quais iniciativas que aumentem as possibilidades de distanciamento social e isolamento profilático.

As restrições impostas relacionam-se com o acesso e a afetação dos espaços nos estabelecimentos comerciais e nos de restauração ou de bebidas, através de portaria hoje divulgada.

Assim, a afetação dos espaços acessíveis ao público dos estabelecimentos de comércio a retalho, das grandes superfícies comerciais e dos conjuntos comerciais deve "observar regra de ocupação máxima indicativa de 4 pessoas por cada 100 metros quadrados de área".

Significa esta disposição - precisa o Governo - que, no limite, um centro comercial (conjunto comercial) ou uma loja (comércio a retalho) não deverão ter uma ocupação simultânea superior a quatro pessoas por cada 100 metros quadrados, excluindo os trabalhadores e prestadores de serviços.

"O rácio fixado permite uma circulação nestes estabelecimentos que salvaguarda as recomendações de distanciamento social vigentes, sem prejuízo de os operadores económicos estabelecerem valores mais restritivos", explica o Ministério da Economia.

Por outro lado, a afetação dos espaços acessíveis ao público dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas deve ser limitada em um terço da sua capacidade, adianta a mesma nota.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG