Lisboa. Saiu da prisão em março e já foi detido por violar quatro mulheres

Homem de 38 anos viajava nos autocarros durante a noite para selecionar vítimas. Saía com elas nas paragens e atacava. Em poucos dias fez quatro jovens vítimas. Detido pela PJ, fica em prisão preventiva.

Tinha acabado de cumprir uma pena de prisão durante dez anos por crimes de natureza sexual e mal ficou em liberdade, um homem de 38 anos, violou, pelo menos, quatro mulheres acabando novamente detido pela Polícia Judiciária. O suspeito circulava nos autocarros pela cidade de Lisboa durante noite e madrugada para encontrar vítimas. Nas paragens, saía no seu encalço, depois raptava, roubava e violava as mulheres. Presente a tribunal esta sexta-feira, ficou em prisão preventiva.

A Polícia Judiciária, que através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo fez a detenção, diz que as vítimas são quatro jovens mulheres, alvos dos crimes deste homem. "O suspeito fora libertado em finais do mês de março de 2019, após cumprimento de pena de prisão pelo período de 10 anos, na sequência de condenação pela prática de crimes de natureza sexual", explica a polícia. Houve várias denúncias e a investigação teve de ser rápida, dado o alarme social.

O modo de atuação do homem era sempre o mesmo e todos os crimes ocorreram durante este mês de abril. "Tinha como modus operandi a realização de viagens em transporte público na cidade de Lisboa durante os períodos da noite e madrugada, observando potenciais vítimas. Quando estas saíam em determinada paragem, o suspeito saía também e perseguia as vítimas, abordando-as posteriormente com violência e coagindo-as a acompanhá-lo até locais isolados onde consumava as circunstâncias da agressão sexual, chegando por vezes a subtrair bens e quantias monetárias que aquelas tivessem na sua posse", explica o comunicado da PJ.

A detenção foi efetuada durante a madrugada, concretiza ​​​​​​a polícia, revelando que acabou por ser apurado que o homem já havia cometido o mesmo crime durante uma saída precária. "Sublinhe-se que, no desenvolvimento da investigação destas situações recentes, foi igualmente indiciado um crime idêntico, ocorrido em abril de 2016, durante uma saída precária do arguido."

Perante esta sucessão de crimes, a Judiciária prossegue com a investigação, para "determinar a eventual existência de outras notícias de crimes de natureza sexual que possam ter sido praticadas pelo suspeito ora detido".

Como reincidente em crimes de natureza sexual, após primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu que fica em prisão preventiva, indiciado por crimes rapto, violação, coação sexual e roubo.

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna, os crimes de violação aumentaram no ano passado. Foram registados em 2018 um total de 421 crimes de violação, mais 13 que em 2017.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.