Leitura da sentença do caso BPN adiada por uma hora por causa da greve dos oficiais de justiça

Manifestantes quiseram aproveitar o mediatismo do julgamento para a pedir "justiça" e mandar recados: "Costa escuta oficiais de justiça estão na luta."

A leitura do acórdão do julgamento do antigo ministro Arlindo de Carvalho e do ex-presidente do BPN Oliveira Costa, por burla, abuso de confiança e fraude fiscal num processo ligado ao caso BPN, foi adiado por uma hora devido à greve dos oficiais de justiça. A manifestação de dezenas de funcionários judiciais, a pedir "justiça" e a gritar "Costa escuta oficiais de justiça estão na luta", levou ao adiamento da leitura da decisão dos juízes prevista para as 10.00.

Esta não é a primeira vez que a leitura é adiada. Da última vez, a juíza decidiu adiar o início das alegações finais para que a defesa pudesse analisar os documentos que o procurador do Ministério Público João Pedro Rodrigues disse que pretendia utilizar e que não tinham sido exibidos.

Nas alegações finais, em outubro de 2017, o Ministério Público (MP) pediu a condenação a prisão efetiva para o antigo ministro da Saúde, bem como para Oliveira Costa e restantes arguidos.

O MP sustenta que Arlindo de Carvalho e José Neto terão recebido indevidamente cerca de 80 milhões de euros do BPN e do Banco Insular de Cabo Verde na qualidade de homens de confiança em negócios dirigidos à distância por Oliveira Costa e outros dirigentes do BPN/Sociedade Lusa de Negócios (SLN).

Oliveira e Costa já foi condenado a 14 anos de prisão no julgamento do processo principal do caso BPN (paralelo a este), por crimes de burla qualificada e por fraude fiscal qualificada, praticados em coautoria com outros arguidos.

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