Tribunal decreta "liquidação e encerramento" da Associação Industrial do Minho

Instituição deve mais de 12 milhões de euros à Caixa Gerald e Depósitos e ao Novo Banco

O Tribunal de Vila Nova de Famalicão decretou esta quarta-feira a "liquidação e encerramento" da Associação Industrial do Minho (AIMinho), depois de a assembleia de credores ter rejeitado um plano para recuperar a instituição da insolvência.

A AIMInho tem uma dívida superior a 12 milhões de euros, sendo os dois maiores credores a Caixa Geral de Depósitos, que votou favoravelmente o plano de recuperação apresentado, e o Novo Banco, que "chumbou" a proposta, levando aquele tribunal a declarar o fim da instituição.

Segundo referiu no final da sessão, em declarações aos jornalistas, o advogado da AIMInho, Hélder Gandarão Oliveira, "vão de imediato para o desemprego cinco pessoas", sendo que aquela associação já teve mais de 30 trabalhadores.

Na ata da sessão, o representante da AIMInho fez questão de que constasse a "profunda tristeza" da associação pela decisão dos seus credores, salientando o "empenho e esforço" da comissão executiva para que fosse outro o desfecho do processo e apontou o dedo ao Estado português, ao qual atribuiu a "situação de exceção" da AIMinho.

O advogado referiu depois que o Estado deve à AIMInho "uns largos milhares de euros" que dariam para "equilibrar as contas" da associação.

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