Triatleta encontrado morto: PJ investiga homicídio e hipótese de crime passional

Polícia Judiciária está a seguir várias hipóteses que podem ter levado ao homicídio de Luís Grilo. Funeral é esta quinta-feira, em Cachoeiras

Depois de ter aparecido o corpo do triatleta Luís Grilo, o próximo passo é descobrir o que motivou a sua morte. A Polícia Judiciária (PJ) ainda está a seguir várias hipóteses. Fonte da PJ confirmou à Lusa que o triatleta terá sido morto "com a intervenção de terceiros", acrescentando que a investigação está em curso com vista a apurar as circunstâncias e o autor ou autores do homicídio.

O corpo de Luís Grilo, de 50 anos, residente na localidade das Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira, foi encontrado na manhã de sexta-feira, em adiantado estado de decomposição, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

Uma das hipóteses que começa a ganhar força é a de crime passional. A PJ está a ouvir as pessoas próximas do engenheiro informático, entre os quais o seu orientador técnico que disse, ao Jornal de Notícias, estranhar o treino que Luís Grilo fez na segunda-feira em que desapareceu. Uma vez que estaria numa fase pós-prova e não de preparação e que habitualmente não fazia treinos de bicicleta ao ar livre.

Luís Grilo, 50 anos, desapareceu a 16 de julho depois de ter saído de casa, para fazer um treino de bicicleta. O seu corpo foi encontrado na sexta-feira e a sua identidade confirmada no domingo. Estava nu, com um saco na cabeça, a 134 quilómetros de casa, mas a 20 km da casa dos sogros, em Alcórrego, Avis. O seu telemóvel foi encontrado nos Casais da Marmeleira, a seis quilómetros de casa, já no concelho de Alenquer.

O funeral de Luís Grilo está marcado para esta quinta-feira, às 15h30, em Cachoeiras, Vila Franca de Xira, a aldeia onde o atleta vivia.

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