Açores. Tio e sobrinho encontrados com vida

Os dois homens tinham saído de casa na manhã de sábado para apanharem erva patinha

Dois homens, tio e sobrinho, que se encontravam desaparecidos desde sábado na costa da Ribeirinha, na ilha do Faial, Açores, foram resgatados este domingo por um helicóptero da Força Aérea, poucos minutos depois de terem sido retomadas as buscas.

Os dois tinham saído de casa na manhã de sábado para a apanha da erva patinha (uma espécie de alga utilizada na alimentação), mas a família só alertou para o desaparecimento ao final do dia.

A informação foi confirmada à agência Lusa pelo capitão do porto da Horta, Rafael da Silva, que adiantou que os dois homens foram avistados na costa norte (entre o farol da Ribeirinha e a ponta dos Cedros), por um helicóptero Merlin da Força Aérea, que se tinha juntado às operações de busca e salvamento ao início do dia.

"Não sabemos ainda, ao certo, o que se passou, porque ainda não tivemos oportunidade de falar com eles, mas sei que estão bem, embora apresentem sinais de hipotermia", explicou Rafael da Silva, satisfeito com o "final feliz" deste episódio.

Tio e sobrinho foram encaminhados, entretanto, de helicóptero, para o Hospital da Horta, para serem observados por um médico, mas estarão livres de perigo.

As buscas, feitas inicialmente apenas por mar e por terra, foram suspensas às 22:30 locais (mais uma hora em Lisboa), e retomadas esta manhã, por volta das 07:30, apesar das condições climatéricas adversas que se têm feito sentir no Grupo Central, com chuva, por vezes forte, e vento forte com rajadas até aos 70 km/h.

As autoridades vão agora tentar perceber as causas deste desaparecimento, mas é provável que os dois homens tenham ficado retidos na costa, que é de difícil acesso naquela zona da ilha, devido às condições climatéricas que se faziam sentir.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.