Suspeito de assassinar mulher já foi capturado

Homem estava fugido desde esta terça-feira de manhã. Não tinha histórico de atos violentos e era considerado pela vizinhança uma pessoa calma. Caso foi entregue à Polícia Judiciária

O homem de 53 anos suspeitos de ter atingido a mulher com um tiro de caçadeira, esta terça-feira de manhã, na Figueira da Foz, e que se encontrava fugido, já foi capturado. O detido foi levado para o Posto Territorial da Praia de Quiaios.

A nota da Guarda Nacional Republicana refere que o suspeito foi detido pelas 10:30 horas. Terá sido ele o homicida da mulher, Jaqueline da Silva, de 48 anos. O crime foi cometido na localidade de Ervedal, freguesia de Quiaios.

A GNR procurava o provável homicida há mais de 24 horas, depois de ter entrado na casa do casal e não o ter encontrado, disse fonte daquela organização militar.

Henrique Armindo, segundo comandante do Comando Territorial de Coimbra, disse ontem aos jornalistas que o homem sofre de problemas psiquiátricos.

Depois da detenção, a mesma fonte avançou que o suspeito vai ser entregue à Polícia Judiciária. "Pelas 10:30, conseguimos deter o suspeito, o que aconteceu na sequência das nossas buscas e com o apoio de familiares, como tínhamos definido como estratégia".

"No decurso das buscas e da informação recolhida junto da população e familiares, a GNR localizou e deteve o suspeito numa moradia devoluta pertencente à família. O suspeito encontrava-se sozinho e no momento da detenção não ofereceu resistência e estava desarmado", refere Guarda Nacional Republicana (GNR), em comunicado.

"Não ofereceu resistência, nem estava armado. Mas estava alterado, nervoso, baralhado e agora será entregue à Polícia Judiciária, para as diligências habituais", explicou Henrique Armindo.

Antes desta declaração, a GNR tinha explicado que o suspeito estava no interior de uma moradia devoluta pertencente à família.

Autoridades ativaram equipa de negociadores

A vítima, Jaqueline da Silva, tinha 48 anos e o alerta para o incidente foi dado pelo filho do casal pouco depois das 7:30 de terça-feira, disse à Lusa, ainda durante a manhã de ontem, a GNR.

Inicialmente, as autoridades ativaram uma equipa de negociadores, "dada a possibilidade de o suspeito se encontrar no interior da habitação", em Ervedal, explicava a GNR, num outro comunicado, divulgado também ontem.

Só pelas 15:20 é que os militares confirmaram que o suspeito não estava no interior da habitação onde ocorreu o crime, onde encontraram várias armas do suspeito.

Ainda na terça-feira, o segundo comandante do Comando Territorial de Coimbra, Henrique Armindo, explicou aos jornalistas que o suspeito teria então fugido a pé e que não estaria armado, uma vez que "as armas que eram conhecidas e que ele teria na sua posse foram todas recuperadas" (quatro caçadeiras, duas dele e duas de familiares).

Ao início da noite de terça-feira, a GNR revelou que tinham destacado várias patrulhas de diferentes valências, nomeadamente dos postos territoriais, do destacamento de intervenção e binómios cinotécnicos.

"Da informação recolhida, o suspeito não possui histórico de atos violentos, sendo considerado pela vizinhança uma pessoa calma e sem registo de conflitos", indicava o comunicado então divulgado.

No ano passado foram mortas dez pessoas às mãos de maridos, companheiros ou namorados. Outras quatro foram mortas por indivíduos com quem a vítima manteve alguma relação amorosa. Os dados são do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA), referente ao ano de 2017. Desde o início do levantamento de dados por parte do OMA, entre 2004 e 2017, 83% das situações de femicídio resultaram de uma relação atual ou passada.

Só este ano, já 11 mulheres foram assassinadas por alguém com quem mantinham uma relação de intimidade, quer fosse marido, companheiro ou namorado, como noticiou o jornal I ainda este mês.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Brexit

"Não penso que Theresa May seja uma mulher muito confiável"

O diretor do gabinete em Bruxelas do think tank Open Europe afirma ao DN que a União Europeia não deve fechar a porta das negociações com o Reino Unido, mas considera que, para tal, Theresa May precisa de ser "mais clara". Vê a possibilidade de travar o Brexit como algo muito remoto, de "hipóteses muito reduzidas", dependente de muitos fatores difíceis de conjugar.