PSD pede melhores condições nos voos da TAP para as Ilhas

O objetivo é corrigir os "sucessivos cancelamentos" dos voos para as regiões autónomas

O grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República, entregou um projeto de resolução que recomenda ao Governo medidas para corrigir "sucessivos cancelamentos" nos voos da TAP para as regiões autónomas, foi este sábado anunciado.

Numa nota enviada às redações, o partido explica que a proposta, subscrita pelos deputados açorianos Berta Cabral e António Ventura, surge na sequência de queixas "de milhares de açorianos, madeirenses e turistas que continuam a ser afetados pelos sucessivos cancelamentos de voos daquela companhia Aérea".

Citada na nota de imprensa Berta Cabral sustenta que "a situação já mereceu, por exemplo, um voto de protesto do Governo Regional da Madeira, junto do Conselho de Administração da TAP", sendo que "a falta de informações concretas, para além do argumento vago dos motivos operacionais, tem afetado muitos passageiros que, não só veem os seus voos adiados como remarcados sucessivamente".

Entre "os passageiros afetados, nos últimos cancelamentos", estão "atletas e alunos impedidos de realizar os exames nacionais em ambas as Regiões, que não tiveram assistência da TAP, nem qualquer apoio em termos de alojamento e alimentação. Em algumas situações ficaram mesmo sem acesso prolongado às suas próprias bagagens", aponta o PSD.

O PSD "pretende que o executivo promova, com urgência, junto da TAP a normalização das ligações aéreas com os Açores e a Madeira", e defendem "uma assistência adequada aos passageiros, residentes e turistas".

"O cancelamento constante por invocadas questões operacionais, que incluirão a falta de pessoal, como é referido por alguns operadores, acaba ainda por favorecer outros destinos internacionais em detrimento das regiões Autónomas, o que é absolutamente incompreensível e inaceitável", referem.

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República alertam ainda para "os graves constrangimentos que os cancelamentos causam aos habitantes" dos Açores e Madeira e com "prejuízos para a economia regional".

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