Proteção Civil espera que fogos se resolvam durante a noite, mas o de Monchique será "dificil"

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) prevê que os incêndios que deflagram no país possam ser resolvidos durante a noite, mas admitiu que haverá mais dificuldade no caso do fogo que lavra desde sexta-feira em Monchique, no Algarve.

"Esperamos que durante a noite todas estas situações se vão conseguir resolver, na medida que haverá algum aumento da humidade, o que é um fator nosso aliado. Eventualmente aquele que deverá ser mais difícil de resolver será o de Monchique", comentou, aos jornalistas, o comandante Belo Costa.

Pelas 20:00, quando estavam 12 fogos ativos, o comandante referiu que as preocupações continuam a ser "os incêndios que decorrem no Algarve, nomeadamente o de Monchique", precisando estar a usar o plural em termos de incêndios, porque sugiram "mais dois" fogos na região mais a sul do país.

"Foram já resolvidos, depois de terem sido uma preocupação até há uns instantes, mas de facto aquele que maior preocupação ainda nos dá é o de Monchique", resumiu.

O responsável enumerou ainda dois incêndios no distrito de Santarém, que também ainda preocupam, "assim como dois no distrito de Portalegre e dois no distrito de Évora".

Questionado sobre o incêndio que deflagrou no quartel de Ferreira do Zêzere e que deixou três bombeiros ligeiramente feridos, referiu que as chamas ocorreram num "conjunto de veículos e que está resolvida".

Sobre o incêndio na zona fronteiriça, que deflagrou em La Rabaza, zona espanhola de Badajoz, e conta com meios nacionais, "não é expectável que passe para território português" e o "trabalho está a decorrer favoravelmente".

"Esperamos também que esse incêndio não constitua uma preocupação para nós. Nesse incêndio estão cerca de 30 bombeiros portugueses e um helicóptero de ataque inicial", acrescentou.

O apoio a Espanha enquadra-se no "protocolo de cooperação bilateral existente entre Portugal e Espanha no domínio do combate aos incêndios rurais nas zonas fronteiriças", segundo informação anterior da ANPC.

Este protocolo possibilita às forças da proteção civil dos dois países atuar, além da fronteira, até 25 quilómetros dentro do território do outro Estado, sem para isso ser necessária a prévia autorização do outro, acrescentou a mesma fonte.

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