Homem detido por pornografia de menores na Mealhada em prisão preventiva

O homem tinha mais de 25.000 ficheiros multimédia de pornografia de menores em casa.

Um programador informático residente na Mealhada, distrito de Aveiro, detido por pornografia de menores e tráfico de estupefacientes, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou esta segunda-feira fonte policial.

Em declarações à Lusa, fonte da Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro disse que o suspeito, de 43 anos, foi detido na quinta-feira e foi presente a primeiro interrogatório judicial no sábado, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa.

Num comunicado divulgado hoje, a PJ refere que, na altura da detenção, o suspeito tinha na sua posse mais de 25.000 ficheiros multimédia (vídeo e imagem) de pornografia de menores.

"Os indícios até ao momento recolhidos pela investigação permitem concluir que o suspeito se tem dedicado ativamente à importação e distribuição de vídeos e de imagens de cariz pornográfico, em que são intervenientes crianças em práticas sexuais explicitas com adultos, a maioria claramente de tenra idade", refere a mesma nota.

De acordo com a investigação, o suspeito desenvolvia a sua atividade delituosa usando programas de partilha e recorrendo a 'sites' da Internet que obrigam ao registo dos utilizadores, sendo os conteúdos disponibilizados apenas a quem possui códigos de acesso.

A PJ refere ainda que o 'modus operandi' do suspeito denota "evidente grau de sofisticação", fruto dos seus conhecimentos avançados de informática, adquiridos ao longo da carreira profissional nesta área.

"Um dos meios para dissimular a sua conduta criminosa era a utilização de um sistema operativo periférico, que lhe permitia evitar a criação do histórico de partilhas no computador habitualmente usado", explica a PJ.

Na sequência de busca domiciliária realizada na residência do suspeito, foram apreendidos os equipamentos informáticos usados na prática criminosa e também cerca de noventa doses de produto estupefaciente (canábis).

A Judiciária adianta que a investigação vai prosseguir no sentido de determinar a conexão desta atividade delituosa com terceiros que se dedicam a práticas criminosas da mesma índole.