Pais mudam morada fiscal para inscrever filhos na escola

Denúncia parte do movimento "Chega de Moradas Falsas" que diz terem sido relatadas situações deste tipo no agrupamento de escolas D. Filipa de Lencastre

O movimento "Chega de Moradas Falsas" garante que há pais a mudar a morada fiscal para colocarem os filhos na escola pública que pretendem. A denúncia foi feita por uma das fundadoras do movimento, Ana Sardoeira, em declarações à rádio TSF.

Ana Sardoeira sublinhou que esta é uma estratégia seguida por alguns pais que não moram na área de influência do agrupamento de escolas D. Filipa de Lencastre, mas que querem ter os filhos a estudar nesta escola, uma das mais procuradas de Lisboa.

O movimento admite não saber quantos casos deste existem, mas garante que já foram relatadas situações destas a pais de alunos e vizinhos e até na secretaria da escola.

A decisão de mudar a residência fiscal é uma forma de tentar contornar as exigências das escolas que cumprem o despacho do Ministério da Educação referente aos critérios a seguir para aceitar as matrículas nas escolas. Um documento que surgiu depois de várias polémicas sobre a colocação de alunos em estabelecimento de ensino que não pertencem à sua área de residência, mas que conseguiam lugar apresentando moradas que não eram as suas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

OE 2019 e "o último orçamento que acabei de apresentar"

"Menos défice, mais poupança, menos dívida", foi assim que Mário Centeno, ministro das Finanças, anunciou o Orçamento do Estado para 2019. Em jeito de slogan, destacou os temas que mais votos poderão dar ao governo nas eleições legislativas, que vão decorrer no próximo ano. Não é todos os anos que uma conferência de imprensa no Ministério das Finanças, por ocasião do orçamento da nação, começa logo pelos temas do emprego ou dos incentivos ao regresso dos emigrantes. São assuntos que mexem com as vidas das famílias e são temas em que o executivo tem cartas para deitar na mesa.

Premium

João Gobern

Há pessoas estranhas. E depois há David Lynch

Ganha-se balanço para o livro - Espaço para Sonhar, coassinado por David Lynch e Kristine McKenna, ed. Elsinore - em nome das melhores recordações, como Blue Velvet (Veludo Azul) ou Mulholland Drive, como essa singular série de TV, com princípio e sempre sem fim, que é Twin Peaks. Ou até em função de "objetos" estranhos e ainda à procura de descodificação definitiva, como Eraserhead ou Inland Empire, manifestos da peculiaridade do cineasta e criador biografado. Um dos primeiros elogios que ganha corpo é de que este longo percurso, dividido entre o relato clássico construído sobretudo a partir de entrevistas a terceiros próximos e envolvidos, por um lado, e as memórias do próprio David Lynch, por outro, nunca se torna pesado, fastidioso ou redundante - algo que merece ser sublinhado se pensarmos que se trata de um volume de 700 páginas, que acompanha o "visado" desde a infância até aos dias de hoje.