Naufrágio causado por "vaga inesperada de mar". Mestre está "bem"

A embarcação saiu do porto de Matosinhos no domingo à noite. Para já, há um morto e três desaparecidos a registar.

O naufrágio que ocorreu nesta segunda-feira de manhã, ao largo de Esmoriz, terá sido causado por "uma vaga inesperada de mar, que virou a embarcação". A informação foi avançada pelo presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, José Festas, que esteve em contacto com Rafael Marafonda da Silva, o mestre do barco, resgatado com vida e encaminhado para o hospital de helicóptero. O naufrágio tirou a vida a pelo menos um pescador, sendo que, para já, há três homens que continuam desaparecidos.

Rafael Silva, que chegou ao hospital com um quadro de hipotermia, encontra-se "bem" e à espera de fazer exames complementares. Segundo José Festas, o mestre da traineira, registada na Póvoa de Varzim, está "combalido", "em choque" e "quer saber dos colegas".

Uma hora antes do naufrágio, por volta das 07.00, Rafael falou com a mulher e disse que "estava tudo bem". Entretanto, a tripulação terá sido apanhada desprevenida por uma onda que atingiu a embarcação, virando-a.

José Festas destaca que o capitão do Porto de Leixões acionou rapidamente os meios de salvamento aéreos, e terá sido graças a essa rápida intervenção que o mestre foi resgatado com vida.

De acordo com a informação avançada pelo presidente da associação, a vítima mortal é António Cristelo de Sousa, de 52 anos, natural da Póvoa do Varzim.

Neste momento, decorrem as buscas para encontrar António Fangueiro, de 64 anos, pescador da zona piscatória das Caxinas, e os indonésios Mohammad Joni, de 33 anos, e Ardiansyah Nasutian, de 36 anos.

A agência holandesa responsável pela vinda dos cidadãos da Indonésia para Portugal já foi contactada, de forma a poder entrar em contacto com a família.

Pelo que foi possível saber, a embarcação saiu no domingo à noite do Porto de Matosinhos. Sabe-se, ainda, que o mestre não pediu socorro via rádio, mas o sistema de socorro foi acionado ao entrar em contacto com a água.

José Festas garante que a traineira estava legal, bem como os cidadãos indonésios que se encontravam no barco.

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