Premium Moradores em estado de choque com a tragédia

Choque, trauma e tristeza. Este era o ambiente, ontem de manhã, no Caniço, depois da tragédia que assolou a freguesia, provocando 29 mortes e mais de duas dezenas de feridos.

Pelas 9 horas da manhã, Gracinda estava ainda em pijama. Disse não ter pregado olho a noite inteira. Apenas se lembra do estrondo do autocarro a embater no muro da sua casa e da polícia a retirá-la do local, alegando que não estaria preparada para ver aquele cenário aterrador.

A moradora contou que estava dentro de casa quando tudo aconteceu, por volta das 18h30 de quarta-feira. Quando ouviu o barulho, correu com a filha até à rua mas afirmou que, ao chegar ao quintal, apenas viu o que restava do autocarro a galgar o muro e a cair para o terreno, na curva de baixo. Enquanto a filha alertou as autoridades, Gracinda dirigiu-se até junto do pesado, deparando-se "com várias pessoas a meio da erva", que foram projectadas devido a este violento despiste.

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