Ministério da Agricultura avalia estragos do mau tempo em Vila Pouca de Aguiar

Poucos minutos de chuva intensa, acompanhada de granizo, provocaram inundações momentâneas em algumas artérias do centro de Vila Pouca de Aguiar e estragos em a nível da agricultura

O Ministério da Agricultura informou estar a fazer a avaliação dos estragos causados pela queda intensa de chuva e de granizo que esta tarde atingiu o concelho de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.

Segundo referiu, em comunicado, os serviços estão focados na identificação de prejuízos materiais relacionados com situações que possam dar origem à necessidade de restabelecimento do potencial produtivo, nomeadamente infraestruturas de apoio à atividade agrícola e equipamentos.

Isto porque, no que diz respeito às culturas, a queda de chuvas intensas e de granizo constituem um risco coberto pelo sistema de seguros agrícolas, subsidiado pelo Estado em 60%.

Esta tarde, poucos minutos de chuva intensa, acompanhada de granizo, provocaram inundações momentâneas em algumas artérias do centro de Vila Pouca de Aguiar e estragos em a nível da agricultura.

Duarte Marques, responsável pela proteção civil de Vila Pouca de Aguiar, referiu que o mau tempo provocou inundações em vias do centro da vila, o arrastamento de um veículo e alguns estragos a nível de pavimentos, condutas e passeios.

O mau tempo afetou também algumas aldeias limítrofes da sede do concelho onde, segundo o responsável, os estragos estão mais relacionados com a queda de granizo que afetou produções agrícolas, a nível de hortícolas, arvores de fruto e também alguma vinha.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra estão sob aviso amarelo devido à previsão de aguaceiros, por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada e rajadas de vento, em especial nas zonas montanhosas.

O aviso amarelo entrou em vigor às 12:00 e termina às 21:00 de hoje.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.