Circulação ferroviária suspensa em duas ligações à Figueira da Foz

Falha no fornecimento de energia devido ao mau tempo levou à suspensão da circulação ferroviária

A circulação ferroviária entre o Ramal de Alfarelos e a Figueira da Foz e o troço Louriçal - Figueira da Foz, na linha do Oeste, está suspensa devido a falha no fornecimento de energia, segundo a Infraestruturas de Portugal.

A Infraestruturas de Portugal (IP) explicou à Lusa que a maioria das situações já foi resolvida, mas ainda persistiam algumas suspensões de circulação no distrito de Coimbra devido à falha de energia por parte da EDP.

As suspensões ocorrem no Ramal de Alfarelos [que une as estações de Alfarelos, na Linha do Norte, e Bifurcação de Lares, na Linha do Oeste], entre Alfarelos e a Figueira da Foz, e no troço entre Louriçal e Figueira da Foz, na Linha do Oeste.

"Também devido às fortes rajadas de vento registaram-se danos em algumas estações e apeadeiros, como é o caso da estação de Alfarelos e no edifício da Bifurcação de Lares localizado no Ramal de Alfarelos", indica a IP.

A IP refere também que na sequência das "condições meteorológicas extremamente adversas" do fim de semana, foram registadas ocorrências de danos na infraestrutura rodoviária, que obrigou à interrupção da circulação total ou parcial em vários troços da rede ferroviária nacional.

"Estes incidentes foram registados maioritariamente nos troços localizados nos distritos da zona centro do país, Coimbra e Leiria", é referido.

Durante o fim de semana a circulação ferroviária esteve interrompida na Linha do Norte, entre Pombal e Pampilhosa, na Linha da Beira Alta, entre Pampilhosa e Contenças, no Ramal da Lousã, entre as estações de Coimbra e Coimbra B, no Ramal de Alfarelos, troço entre Alfarelos e Figueira da Foz e na Linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz.

Na origem dos problemas estiveram a queda de árvores e ramos, ou outros objetos de maior dimensão, que provocaram a ocupação da via e danos ao nível da catenária.

A passagem do furacão Leslie por Portugal, no sábado e domingo, onde chegou como tempestade tropical, provocou 28 feridos ligeiros e 61 desalojados.

A Proteção Civil mobilizou 8.217 operacionais, que tiverem de responder a 2.495 ocorrências, sobretudo queda de árvores e de estruturas e deslizamento de terras.

O distrito mais afetado pelo Leslie foi o de Coimbra, onde a tempestade, com um "percurso muito errático", se fez sentir com maior intensidade, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Na Figueira da Foz, uma rajada de vento atingiu os cerca de 176 quilómetros por hora no sábado à noite, valor mais elevado registado em Portugal, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No domingo à noite, a Altice Portugal revelou que cerca de 50 mil clientes da rede fixa estavam com serviços afetados, na sequência da tempestade.

Já a EDP Distribuição declarou no domingo o Estado de Emergência para o distrito de Coimbra, o mais grave previsto no seu plano de atuação, e admitiu recorrer a meios internacionais para reparar os danos causados pela tempestade tropical Leslie.

Mais de 100 mil consumidores estavam sem energia elétrica na tarde de domingo.

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