Marcelo debate "Futuro da Europa" com Grupo de Arraiolos na Letónia na próxima semana

No encontro de 13 e 14 de setembro também será discutido o tema da "Resiliência Social"

O Presidente da República vai debater o "Futuro da Europa" com o Grupo de Arraiolos, constituído por chefes de Estado não executivos da União Europeia, na próxima semana, em Rundale e em Riga, na Letónia.

Segundo uma nota divulgada esta quarta-feira no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa vai deslocar-se à Letónia a convite do seu homólogo letão, Raimonds Vejonis, para participar nesta 14ª reunião do Grupo de Arraiolos, que decorrerá nos dias 13 e 14 de setembro.

Nas sessões de trabalho deste encontro, divididas entre o Palácio Rundale e o Castelo de Riga, serão debatidos os temas da "Resiliência social" e do "Futuro da Europa", refere a mesma nota, que descreve o Grupo de Arraiolos como "um importante fórum de diálogo e cooperação entre chefes de Estado europeus".

Este grupo reuniu-se pela primeira vez na vila alentejana de Arraiolos, em 2003, por iniciativa do então Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, que procurou juntar um conjunto de chefes de Estado com poderes semelhantes aos seus para discutir o futuro da União Europeia.

Desde então, realizaram-se treze encontros, que têm tido periodicidade anual, o último dos quais em Malta, em setembro do ano passado, centrado no tema das migrações, que contou com a presença de treze chefes de Estado, de Malta, Áustria, Bulgária, Croácia, Eslovénia, Estónia, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Letónia, Polónia e Portugal.

O encontro de setembro de 2016, o primeiro em que participou o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decorreu em Sófia, na Bulgária, com oito chefes de Estado, da Finlândia, Hungria, Bulgária, Malta, Itália, Letónia, Polónia e de Portugal.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.