Louva-a-deus raro e protegido encontrado em Serpa

O louva-a-deus-dos-olhos-pontiagudos (Apteromantis aptera), foi detetado durante uma sessão de educação ambiental, em junho, com alunos da Escola Secundária de Serpa, no Alentejo, organizada por aquela entidade (Tagis) e pelo Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, cE3c.

Investigadores encontraram um louva-a-deus, característico da Península Ibérica, raro e protegido por lei, numa herdade em Serpa, a ser preparada para ter um olival superintensivo, anunciou esta segubnda-feira o Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

Este louva-a-deus "é ameaçado pela redução dos ecossistemas tipicamente mediterrânicos", salientam os investigadores, insistindo que a adoção do modo de produção intensivo "põe em risco a sobrevivência desta espécie prioritária para a conservação da biodiversidade europeia".

Por isso, devido à "presença desta espécie protegida na Herdade do Peixoto", endémica da Península Ibérica, os cientistas do Tagis defendem ser "urgente aplicar medidas de conservação" para a manutenção dos efetivos populacionais.

Esta espécie "invulgar", que não tem asas, ao contrário da maioria dos outros louva-a-deus, é protegida pela diretiva comunitária Habitats e está na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN na sigla em inglês).

Detetado durante sessão de educação ambiental

O louva-a-deus-dos-olhos-pontiagudos (Apteromantis aptera), foi detetado durante uma sessão de educação ambiental, que decorreu numa noite de junho, com alunos da Escola Secundária de Serpa, no Alentejo, organizada por aquela entidade (Tagis) e pelo Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, cE3c.

Naquela atividade, foram vistas mais de 50 espécies de insetos, mas "a grande surpresa foi, no entanto, encontrar esta espécie rara num local onde a vegetação tinha sido recentemente arrasada e a terra totalmente revolvida", descreve o Tagis.

Os investigadores temem que, com a plantação das oliveiras e o início da produção de azeitonas, "e devido ao modo de produção superintensivo (habitualmente com 900 a 2000 árvores por hectare), esta e outras espécies não resistam à destruição dos seus habitats naturais e à quantidade de pesticidas habitualmente aplicados nestas explorações agrícolas".

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