Bombeiros suspendem contestação até março para negociar com Governo

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) anunciou este sábado que estão suspensas as medidas de contestação dos bombeiros até ao próximo congresso, agendado para 23 de março, em Aveiro, devido à abertura do Governo para negociar.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) anunciou este sábado que estão suspensas as medidas de contestação dos bombeiros até ao próximo congresso, agendado para 23 de março, em Aveiro, devido á abertura do Governo para negociar.

"Penso que o Governo pode ter mudado de atitude porque analisou os prós e os contras da lei [orgânica da autoridade nacional de proteção civil] feita um pouco em cima do joelho", disse aos jornalistas Jaime Marta Soares, no final da reunião do Conselho Nacional, que decorreu durante todo o dia em Pombal.

A LBP considera a lei orgânica apresentada pelo Governo "uma janela de oportunidades e que a partir dela se pode desenvolver a negociação que consolidará tudo aquilo que são as nossas preocupações".

O dirigente frisou que a LBP está "aberta a negociações para acabar com a instabilidade que se tem vivido", considerando que a suspensão da contestação à lei "é um sinal muito forte para o Governo, que quer ser parte da solução e não do problema".

Segundo Jaime Marta Soares, há que aproveitar a abertura manifestada pelo Governo e desenvolver as negociações no imediato, de modo a que fiquem concluídas até ao dia 31 de janeiro.

"É uma condição 'sine qua non' que assim aconteça", sublinhou o dirigente.

O presidente da LBP salientou que os restantes diplomas, onde estão incentivos ao voluntariado, "estão em cima da mesa" e prometeu não "baixar a guarda"

A estrutura criou grupos de trabalho que, até 28 de fevereiro, devem concluir as propostas de "mais 20% do desconto para o tempo da reforma, bonificação fiscal e regulamentação das equipas de intervenção permanente".

Jaime Soares elogiou ainda o anúncio do Governo de que vai aumentar o salário dos elementos que constituem as equipas especiais de primeira intervenção permanente em mais 20%, não ultrapassando os 750 euros.

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