Leslie ainda pode mudar de direção, mas a passagem será rápida

Presidente do IPMA diz que não terá a dimensão de furacões que costumam atingir os EUA. Em três horas deve entrar e sair de Portugal continental

A tempestade Leslie "é um fenómeno bastante pequeno do ponto de vista geométrico, ou seja, não é comparável a um dos grandes furacões que costumam atingir os EUA", disse hoje o presidente do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), em entrevista à RTP3. Miguel Miranda fez questão de esclarecer que "os seus efeitos devem desaparecer em cerca de três horas" depois de entrar no território continental.

O responsável do instituto que analisa a meteorologia em Portugal admitu que o Leslie ainda pode mudar de direção dado que é um fenómeno instável. As previsões indicavam que a tempestade chegasse através do Algarve, contudo a trajetória mudou ao longo do dia, deslocando-se para norte, de forma a entrar numa faixa entre Setúbal e o Porto.

Miguel Miranda disse ainda "é uma tempestade de vento e não de chuva", exemplificando que deve ter uma precipitação prevista de 60 milímetros em seis horas, o que "não é excecional". Explicou também que a máxima rajada, que poderá chegar ao máximo histórico de 190 km/hora em Portugal, "não corresponde ao centro da tempestade mas estará na sua zona periférica".

Peniche e Figueira da Foz podem ser as zonas mais atingidas e Miguel Miranda admite que "vai ser uma noite complicada", pela existência de "dois fenómenos conjugados: uma frente fria de chuva a norte e uma tempestade tropical". Esta frente fria a norte chegou a temer-se ter uma maior dimensão. Fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil admitiu ao DN que na sexta-feira o cenário parecia pior, no que toca a esta frente fria, mas hoje tudo aponta que o "que vai influenciar mesmo é o Leslie".

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