Proteção Civil preocupada com intensidade do vento prevista para quarta-feira

A Proteção Civil sublinhou a necessidade de manter o estado de alerta especial vermelho em sete distritos do país (Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), pelo menos até às 23.49 de quarta-feira, e não exclui a possibilidade de o vir a prolongar ou a alargar a outros distritos.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil informou hoje que vai manter, pelo menos até ao final de quarta-feira, o alerta vermelho em sete distritos do país e alertou para a intensidade do vento que se vai fazer sentir.

Num balanço feito nesta tarde aos jornalistas na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em Carnaxide, o adjunto nacional de Operações, Sérgio Gomes, manifestou-se preocupado com a "intensificação do vento" prevista para o dia de quarta-feira.

"É para nós mais preocupante aquilo que se perspetiva no dia de amanhã [quarta-feira], a intensificação do vento, do que propriamente a temperatura", afirmou o responsável da ANPC, referindo-se ao facto de estar prevista uma baixa de temperaturas.

Sérgio Gomes ressalvou a necessidade de manter o estado de alerta especial vermelho em sete distritos do país (Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), pelo menos até às 23.49 de quarta-feira, não excluindo a possibilidade de o vir a prolongar ou a alargar a outros distritos.

Até às 17.00 desta terça-feira tinham sido registadas 70 ocorrências, das quais 19 tinham ocorrido em período noturno.

"Durante a manhã (de quarta-feira) iremos reunir-nos com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera no sentido de aferir o que se irá passar no que se refere ao estado de alerta especial", apontou.

Até às 17.00 desta terça-feira tinham sido registadas 70 ocorrências, das quais 19 tinham ocorrido em período noturno.

O responsável da ANPC destacou ainda que, apesar de o número de ocorrências ter aumentado, desde sexta-feira "houve uma diminuição na área ardida".

"O ataque inicial de forma musculada tem debelado a grande maioria das ocorrências", justificou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."