Mudança do comando em Monchique é "normal", diz Proteção Civil

A Proteção Civil assegurou hoje que a passagem do comando das operações relativamente ao incêndio de Monchique para um nível nacional está prevista no sistema, rejeitando qualquer ideia de "rotura".

Em conferência de imprensa na escola básica do 2.º e 3. ciclo de Monchique, no distrito de Faro, a segunda comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, justificou a alteração com o facto de o incêndio ter uma "complexidade" que está a "estender-se no tempo e no espaço".

Por outro lado, indicou que o sistema de operações "prevê que a partir do nível 5" haja um "comando nacional". "Estamos a falar de uma opção normal, prevista no sistema de gestão de operações. Não é uma rotura, é uma continuidade", afirmou.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou hoje que o combate a este incêndio, que lavra há cinco dias, vai passar a ter um nível de coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil.

Até ao final da manhã de hoje, as operações em Monchique estavam a cargo do comandante operacional distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, que inclusive fazia os dois 'briefings' diários com a comunicação social.

Não há número de casas ardidas

Questionada sobre o número de habitações atingidas pelo incêndio, Patrícia Gaspar revelou que até ao momento "ainda não é possível" quantificar.

Por outro lado, a responsável da Proteção Civil revelou que a Segurança Social está a operacionalizar o apoio a cerca de 250 pessoas que foram retiradas das suas casas, concentradas em quatro locais distintos.

O incêndio rural que lavra desde sexta-feira em Monchique afeta também os concelhos de Silves e Portimão, também no distrito de Faro, tendo destruído casas e muitas viaturas.

Há 29 feridos ligeiros e um ferido grave, com prognóstico favorável.

Segundo o Sistema de Emergência da União Europeia, nestes cinco dias arderam já cerca de 17 mil hectares.

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