Fogos de outubro motivam inquéritos em cinco comarcas, mas ainda sem arguidos

A PGR refere que as investigações não têm ainda arguidos constituídos, sendo contabilizadas 51 vítimas mortais nos inquéritos movidos na sequência dos incêndios de outubro de 2017. A contabilização de vítimas mortais tem apontado para 50

Vários inquéritos foram instaurados nas comarcas de Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, mas ainda não há arguidos constituídos em nenhum dos processos na sequência dos incêndios de outubro de 2017, disse esta segunda-feira Procuradoria-Geral da República (PGR).

Questionada pela agência Lusa, a PGR informou que foram "instaurados vários inquéritos" - sem referir quantos - "nas comarcas de Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu", na sequência dos fogos de outubro.

Na mesma resposta enviada por correio eletrónico, a PGR refere que as investigações não têm ainda arguidos constituídos, sendo contabilizadas 51 vítimas mortais nos inquéritos movidos na sequência dos incêndios de outubro de 2017. A contabilização de vítimas mortais tem apontado para 50.

A PGR escusou-se a explicar a contabilização das vítimas mortais.

O inquérito sobre o grande incêndio de Pedrógão Grande, conta, para já, com dez arguidos

Também se recusou a referir que diligências é que já foram realizadas, se já foram ouvidas testemunhas ou que tipos de crimes é que estão em causa nas investigações.

Os grandes incêndios de outubro de 2017 na região Centro provocaram, para além de vítimas mortais, cerca de 70 feridos e destruíram total ou parcialmente 1.500 casas e mais de 500 empresas.

As vítimas mortais desses fogos ocorreram nos distritos de Coimbra, Viseu, Aveiro e Guarda.

Já o inquérito sobre o grande incêndio de Pedrógão Grande, conta, para já, com dez arguidos constituídos, segundo informou à agência Lusa a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra, a 11 de junho.

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