Dezassete concelhos de cinco distritos do continente em risco máximo de incêndio

O IPMA colocou vários concelhos dos 18 distritos de Portugal continental em risco muito elevado e elevado de incêndio

Dezassete concelhos dos distritos de Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra e Leiria apresentam esta sexta-feira um risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco máximo de incêndio estão os concelhos de Abrantes, Vila Nova Barquinha, Mação e Ferreira do Zêzere (Santarém), Gavião, Marvão, Nisa (Portalegre), Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Oleiros, Sertã, Covilhã, Penamacor (Castelo Branco), Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos (Leiria) e Lousã (Coimbra).

O IPMA colocou vários concelhos dos 18 distritos de Portugal continental em risco muito elevado e elevado de incêndio.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o "reduzido" e o "máximo".

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral até final da manhã, podendo persistir em alguns locais da faixa costeira.

Durante a tarde, está previsto um aumento gradual de nebulosidade, sendo em especial por nuvens altas nas regiões do litoral.

A previsão aponta também para a possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada nas regiões do interior, em especial do Centro e Sul, durante a tarde e vento fraco, soprando temporariamente moderado do quadrante norte no litoral oeste a sul do Cabo Carvoeiro e nas terras altas.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, em especial do litoral oeste e pequena subida da temperatura máxima no litoral.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 12 graus Celsius (em Braga) e os 21 (em, Portalegre) e as máximas entre os 24 (em Aveiro) e os 36 (em Évora e Santarém).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?