Algarve com dois pontos de apoio aos animais afetados

Dois locais em Faro e em Portimão estão disponíveis para apoiar os animais afetados pelo fogo e para receber material veterinário

A Ordem dos Médicos Veterinários divulgou hoje os pontos de apoio aos animais vítimas do incêndio que lavra desde sexta-feira em Monchique, no distrito de Faro (Algarve), e que já provocou 32 feridos.

Em comunicado, a Ordem informa que os serviços regionais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, no edifício DRAPAL, no Patacão, em Faro, e os serviços médico-veterinários de Portimão, na Estrada do Poço Seco, estão disponíveis para entrega de material.

Questionada pela Lusa, fonte da Ordem dos Médicos Veterinários indicou que podem ser entregues analgésicos e anestésicos, agulhas e seringas, compressas, alimentos, baldes e alguidares, entre outros. A mesma fonte acrescentou que estes locais "estão preparados para apoiar qualquer necessidade médico-veterinária".

A nota avança ainda que foi criado o e-mail monchique@dgav.pt, "para onde devem contactar aqueles que pretendam dar o seu contributo ou indicar-se disponíveis".

"Neste momento, a resposta de apoio a animais está controlada. A Ordem dos Médicos Veterinários continuará a fazer o levantamento das necessidades no terreno, sendo que alguns dos locais ainda se encontram inacessíveis por razões de segurança", refere o comunicado.

A Ordem dos Médicos Veterinários destaca também a importância de uma colaboração eficiente, em articulação com as autoridades competentes, neste cenário de "catástrofe". O incêndio rural deflagrou na sexta-feira à tarde em Monchique, no distrito de Faro, e lavra também nos concelhos vizinhos de Portimão e Silves.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.