32 concelhos em risco máximo

Trinta e dois concelhos do Algarve, do Alentejo e do interior Norte e Centro do país estão esta quinta-feira em risco máximo de incêndio, numa altura em que uma onda de calor atinge o território nacional.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), além destes concelhos em risco máximo, estão em risco muito elevado de incêndio quase uma centena de outros municípios dos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Aveiro, Porto, Coimbra, Viseu, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Leiria, Portalegre, Beja e Faro.

Em risco elevado de incêndio estão ainda outros quase 90 concelhos, nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Porto, Aveiro, Leiria, Coimbra, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o "reduzido" e o "máximo".

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Face à onda de calor que deverá ser prevista para os próximos dias, que pode ter "máximos históricos" de temperaturas máximas, a Proteção Civil estendeu o estado de alerta especial relativo aos meios de combate a incêndio aos distritos do Porto, Leiria, Aveiro, Braga, Viana do Castelo e Coimbra.

O estado de alerta especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro, que define a "prontidão e mobilização das estruturas, forças e unidades de proteção e socorro em conformidade com os riscos associados", já vigorava nos distritos do interior do país.

A Proteção Civil justifica os procedimentos com o agravamento do risco de incêndios florestais devido à previsão do aumento da temperatura e da redução da humidade no ar.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas vão estar acima dos valores médios, e isto pode ter impacto em termos de saúde pública e de propagação de incêndios.

A onda de calor que atinge o país durante os próximos dias, com esta quinta-feira a ser o dia mais quente, fará com que se possam registar nalguns locais "máximos históricos" de temperatura.

O IPMA prevê temperaturas máximas a chegarem aos 45 graus Celsius em Évora, enquanto as mínimas não vão baixar dos 17 graus (Leiria).

A situação de muito calor deve prolongar-se por pelo menos quatro dias, sendo que as noites serão "tropicais".

A Marinha e o Exército vão reforçar, com mais 19 patrulhas e 76 militares, o apoio à Proteção Civil entre quarta-feira e domingo devido à onda de calor, podendo as ações serem prolongadas caso a meteorologia o justifique.

Este ano, o dispositivo de combate a fogos florestais engloba 56 meios aéreos (incluindo um na Madeira), cerca de 11 mil operacionais e mais de três mil meios terrestres (nomeadamente viaturas).

Os dois aviões que estiveram nos incêndios da Suécia chegam hoje Portugal.

Ler mais

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.