Incêndio ameaça Monchique. Madrugada complicada para bombeiros

Fogo cercou de novo a vila algarvia que ficou sem energia elétrica em alguns pontos. Temperatura desceu de forma acentuada mas incêndio ainda não está dominado

O fogo ameaça de novo a vila algarvia de Monchique. O vento mudou, gerou projeções e as chamas entraram no perímetro urbano de Monchique. O quartel do Bombeiros Voluntários, o convento de Nossa Senhora do Desterro - que terá sido atingido pelas chamas - e as termas de Monchique estão na linha de fogo e a sua proteção é uma das prioridades dos bombeiros, tal como das habitações. A eletricidade já falhou em alguns pontos da vila, e a madrugada será de trabalho árduo para os bombeiros, apesar de a temperatura ter descido de forma acentuada. As comunicações móveis também foram afetadas.

Ao início da noite, um responsável da Proteção Civil já tinha admitido que o cenário é "muito complexo".

"A situação infelizmente alterou-se, tínhamos uma situação mais favorável e registaram-se várias projeções, as quais tiveram um comportamento bastante violento", assumiu o segundo comandante operacional distrital da Proteção Civil de Faro, Abel Gomes.

O incêndio lavra desde sexta-feira e domingo à noite já tinham ameaçado entrar na vila algarvia, obrigando as autoridades a evacuar a população.

Na página oficial na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), a informação disponível é que estão 1090 operacionais no terreno, apoiados por 323 viaturas. O ponto da situação mantém-se inalterado desde o final da tarde: "Regista-se em todo o perímetro fortes reativações que associadas à intensidade do vento tomam de imediato grandes proporções".

Durante o dia de hoje já foram evacuadas várias localidades, como foi o caso de Fóia,

(Texto atualizado às 00.05)

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.