Hospitais de Cascais, Coimbra, Braga e Gaia/Espinho premiados na área respiratória e cardíaca

Estes cinco prémios específicos para duas áreas clínicas foram este ano atribuídos pela primeira vez.

O Hospital de Cascais, o Centro Hospitalar de Coimbra, o Hospital de Braga e o de Vila Nova de Gaia e Espinho venceram cinco prémios de excelência na área clínica respiratória e na área cardíaca.

A cerimónia de atribuição dos prémios da consultora IASIST aos hospitais decorreu hoje em Lisboa, estando na sua quinta edição, e este ano foram criados cinco prémios para áreas clínicas específicas, a acrescentar a cinco prémios de excelência geral.

Na área clínica respiratória, os vencedores foram o Hospital de Cascais e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Na área clínica do coração, o Hospital de Cascais voltou a ser premiado, a par do Hospital de Braga e do Hospital Vila Nova de Gaia e Espinho.

Estes cinco prémios específicos para duas áreas clínicas foram este ano atribuídos pela primeira vez, juntando-se assim aos cinco prémios de hospitais com melhor desempenho, que foram atribuídos a cinco instituições do Serviço Nacional de Saúde, num total de dez prémios.

O Centro Hospitalar Universitário do Porto, o Hospital de Braga, o de Cascais, o da Figueira da Foz e a Unidade Local de Saúde de Alto Minho receberam os prémios de hospitais com melhor desempenho em 2017.

O Hospital de Cascais, gerido em parceria público-privada, recebeu assim três dos cinco prémios atribuídos este ano pela consultora multinacional IASIST.

Segundo Manuel Delgado, responsável da IASIST em Portugal, nos prémios específicos para a área respiratória e cardíaca a avaliação incidiu em todos os hospitais, tendo sido atribuídos dois prémios na área respiratória e três na área do coração devido aos diferentes tipos de patologia tratadas nas unidades de saúde.

"Há unidades que tratam algumas patologias específicas, mas não todas. Comparámos hospitais que tratam patologias similares", explicou Manuel Delgado à agência Lusa.

Assim, os prémios para as duas áreas clínicas foram atribuídos de acordo com o tipo de doenças que são tratadas.

Na área respiratória, o primeiro grupo inclui os hospitais com um volume mínimo de doentes com pneumonia ou doença pulmonar obstrutiva crónica e no segundo grupo os hospitais terão de ter também incluídas as neoplasias da traqueia, brônquios e pulmão.

Na área cardíaca, os hospitais foram divididos em três grupos: o primeiro contempla o tratamento de insuficiência cardíaca, enfarte agudo do miocárdio e arritmia; no segundo grupo estão aquelas patologias e ainda angioplastias e no terceiro grupo terão também de tratar doença valvular cardíaca e fazerem bypass.

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