Gulbenkian entra pela primeira vez no capital social de uma startup

Empresa será "parceiro estratégico para a promoção de utilização de novas ferramentas de investimento e financiamento para a criação de impacto"

É uma aposta no campo da inovação social que leva a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) a concretizar a entrada da instituição numa "startup de investimento de impacto", a MAZE, que se torna num "parceiro estratégico para a promoção de utilização de novas ferramentas de investimento e financiamento para a criação de impacto" da Fundação.

De acordo com um comunicado da FCG, o plano estratégico da Fundação aponta para um investimento de cerca de 10 milhões de euros nos próximos cinco anos, nesta área da inovação social. E a MAZE tem sido um parceiro da Gulbenkian neste campo. É por isso, reconhece a FCG, que a Fundação entra no seu capital social, passando "a pertencer formalmente aos órgãos sociais da empresa, com o objetivo de manter uma ligação institucional no longo prazo com a MAZE".

Para a Gulbenkian, "a entrada no capital social concretiza-se através de um modelo inovador: uma golden share, uma ação de categoria especial, que mais nenhum outro acionista terá, e que proporciona voto privilegiado em questões estratégicas que assegurem a sua missão social".

A entrada no capital social concretiza-se através de uma golden share

Desde 2013 que as duas entidades cooperam. A MAZE, então chamada de Laboratório de Investimento Social, foi apoiada pela Gulbenkian, através de apoios financeiro, estratégico e operacional que permitiram à empresa, de acordo com os dados da FCG, "capacitar mais de 60 organizações para o investimento, mobilizar cerca de 5 milhões de euros em investimento privado e lançar quatro 'títulos de Impacto Social'".

Este laboratório levantou três milhões de euros em investimento para startups de impacto social e lançou três programas de aceleração e capacitação para o investimento em Lisboa e no Porto, avança a Fundação.

A MAZE foi inicialmente uma associação sem fins lucrativos mas evoluiu para uma sociedade anónima, que pretende "reinvestir a totalidade dos seus lucros nas próprias atividades da empresa, sustentando a sua missão no longo prazo".

No site da empresa, em inglês, a MAZE define-se como "um grupo pragmático e trabalhador de millennials que procuram encontrar as melhores maneiras de crescer e investir em empreendimentos de impacto". "Somos movidos por um profundo desejo de buscar uma vida que seja ao mesmo tempo significativa e valiosa, independentemente de nossas origens, nação, idade, educação, género e outras divisões fabricadas que tendem a nos separar."

Pragmáticos, como se dizem, defendem que sabem "que o movimento de mudança social e ambiental não pode se dar ao luxo de existir longe do capital tradicional".

Já a Gulbenkian identifica-se como "um espaço privilegiado para promover a inovação social e essa tem sido assumida como uma das suas prioridades estratégicas".

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