Manifestação da função pública ameaça fechar escolas à tarde

Está agendada para esta sexta-feira um protesto em Lisboa dos trabalhadores em funções públicas e sociais. Para que possam participar na manifestação nacional promovida pela Frente Comum foi apresentado pré-aviso de greve.

Escolas e outros serviços públicos podem sofrer durante esta sexta-feira perturbações no seu funcionamento, inclusivamente fechar, devido à manifestação nacional agendada para as 14.30, em Lisboa, dos trabalhadores em funções públicas e sociais. A Frente Comum apresentou um pré-aviso de greve salvaguardando assim a possibilidade de quem quiser participar no protesto poder fazê-lo sem ser prejudicado.

Como a manifestação está marcada para o início da tarde os trabalhadores podem decidir cumprir o seu horário durante a manhã e depois sair para participar no protesto. Esta situação pode acontecer com maior incidência na Grande Lisboa, sendo que quem estiver em outras zonas do país deverá faltar e aí escolas ou outros serviços podem encerrar.

A líder da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, afirmou que espera "muitos milhares" de trabalhadores na manifestação nacional de sexta-feira e ameaçou avançar com novas ações de luta antes das eleições legislativas.

"Pensamos que esta manifestação vai ter muitos milhares de pessoas", afirmou a líder sindical em conferência de imprensa, acrescentado que há um "descontentamento geral" na administração pública com "a postura inqualificável do Governo".

Ana Avoila, em declarações ao jornal Público, estima que seja "uma grande greve e uma grande manifestação, com centenas de locais de trabalhos encerrados. A dirigente afirma que a expectativa é que "muitas" escolas estejam fechadas esta sexta-feira, uma vez que a greve abrange o pessoal não docente.

Ou o Governo se senta para começar a discutir com os sindicatos ou certamente antes das legislativas nós temos de voltar à luta

A manifestação coincide com o dia em que é votado, na Assembleia da República, o texto final acordado pela Comissão de Educação e Ciência que consagra a contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado aos professores. Votado favoravelmente pelo BE, PCP, PSD e CDS-PP na especialidade, o texto final deverá ser chumbado na votação final global.

Foi este o documento, que passou na especialidade com a chamada "coligação negativa", que levou o primeiro-ministro, António Costa, a ameaçar com a demissão.

A Frente Comum exige uma reunião com o Governo para discutir aumentos salariais e a revisão da Tabela Única Remuneratória, entre outras matérias.

"O Governo, ao não se sentar [na mesa das negociações] faz uma demonstração, não só de falta de respeito pelos sindicatos, mas sobretudo pelos trabalhadores e indicia que não está disponível para responder a problemas", defendeu a dirigente sindical em conferência de imprensa, na passada quarta-feira.

"Ou o Governo se senta para começar a discutir com os sindicatos ou certamente antes das legislativas nós temos de voltar à luta", frisou Ana Avoila.

Para a sindicalista, "independentemente da campanha eleitoral", o executivo liderado por António Costa "ainda tem tempo" para responder às reivindicações da Frente Comum.

Frente Comum reivindica aumentos salariais e das pensões de 4%, a revisão da Tabela Remuneratória Única com uma remuneração mínima de 650 euros e a contagem de todo o tempo de serviço para as progressões na carreira

Quanto às futuras formas de luta a adotar, Ana Avoila disse que podem passar por uma greve ou manifestação.

"Pode ser a que os trabalhadores quiserem", declarou.

A manifestação nacional que se realiza sexta-feira, em Lisboa, arranca do Marquês de Pombal cerca das 15:00 rumo à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

A Frente Comum reivindica aumentos salariais e das pensões de 4%, a revisão da Tabela Remuneratória Única com uma remuneração mínima de 650 euros e a contagem de todo o tempo de serviço para as progressões na carreira, entre outros pontos.

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