GNR e bombeiros procuram homem desaparecido em aldeia de Chaves

Militares da GNR e bombeiros estão esta terça-feira a procurar um homem de 55 anos, cujo alerta para o desaparecimento foi dado na segunda-feira, em São Vicente da Raia, no concelho de Chaves.

Fonte da GNR disse hoje à agência Lusa que foram mobilizadas para o terreno duas equipas cinotécnicas, compostas com militares e cães de busca, que contam com o apoio dos bombeiros Flavienses.

Segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), no local estão nove operacionais e três viaturas, entre elementos da Guarda Nacional Republicana e dos bombeiros.

As buscas concentram-se nas imediações da aldeia.

O alerta para o desaparecimento foi dado por familiares e o homem terá sido visto pela última vez em São Vicente da Raia, por volta das 18:00 de sábado.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?