Garrafas de vidro proibidas na Avenida dos Aliados durante a final da Liga das Nações

A entrada de garrafas de vidro no perímetro da Avenida dos Aliados, no Porto, vai estar proibida para minimizar o risco de incidentes durante a final entre Portugal e a Holanda da Liga das Nações de futebol.

Numa conferência de imprensa convocada para o início da tarde hoje, no Centro de Gestão Integrada do município do Porto, o superintendente da PSP, Mário Pereira, explicou que a decisão foi tomada em conjunto com a Câmara Municipal do Porto, depois de alguns excessos cometidos pelos adeptos ingleses.

"A experiência mostra-nos que o vidro potencia alguns riscos e excessos, pelo que foi considerado um fator de risco, uma vez que tem potenciado desacatos. Assim, consideramos, que seria de todo interessante, nos locais de concentração maciça e pessoas, se pudesse eliminar esse fator de risco e minimizar o risco", explicou.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, acrescentou que a experiência acumulada na gestão de eventos como este, no caso particular das Festas de São João e da Passagem de Ano, mostra que são recolhidas cerca de 17 toneladas de vidro do chão, o que para além do impacto ambiental grande que tem, representa também um fator de risco acrescido.

"Houve outras cidades e podemos falar no caso de Lisboa que já criou um conjunto de inibições relativamente ao transporte deste tipo de bebidas para os locais onde estes acontecimentos decorrem, nós não o temos feito, mas esta é uma boa oportunidade também para testarmos a eficiência e como é que as pessoas reagem a isto. Neste caso, fazemo-lo porque houve incidentes que recomendam mesmo que nós o façamos", concluiu.

Nesse sentido, esclareceu o superintendente Mário Pereira, vão ser montados seis pontos de condicionamento e revista - dois a norte, dois no centro e dois a sul - que vão vigorar entre o 12:00 e as 24:00.

"O que se pretende aqui é evitar que as pessoas transportem para dentro deste recinto objetos que possam ser considerados perigosos, nomeadamente garrafas de vidro, latas ou ouros objetos que pela sua natureza possam vir a causar algum problema", sublinhou aquele responsável, sublinhou que também a venda de garrafas de vidro e metal está interdita dentro deste perímetro.

Para além disso, autarquia e PSP decidiram ainda fechar a Avenida dos Aliados à circulação automóvel, no perímetro entre as traseiras do edifício da câmara municipal e a Praça da Liberdade, e a estação de metro da Avenida dos Aliados.

Ainda segundo a PSP, a Avenida dos Aliados vai ser de acesso exclusivo para adeptos da seleção nacional, podendo, contudo, as autoridades permitir a entrada de outros adeptos após revista e averiguação da situação.

Já os adeptos holandeses - cerca de 4 a 5 mil que são esperados - ficam circunscritos ao Jardim Paulo Vallada, o local definido pela PSP para a sua concentração.

"Na Alfândega haverá também uma infraestrutura montada pela câmara, um écran gigante, que vai estar aberto à população em geral, independentemente do tipo de adeptos", disse.

A operação montada prevê ainda duas áreas para chegada de autocarros com adeptos, a Praça Velásquez para autocarros de adeptos da seleção portuguesa, e o parque da Bonjóia para autocarros de adeptos holandeses".

"Ao nível da deslocação de adeptos, o plano definido passa pela linha dos combatentes que dá acesso a próximo da Praça Velásquez e temos também a linha do Dragão para dar acesso mais próximo ao jogo. É expectável que os adeptos holandeses possam utilizar também esta linha para aceder ao Jardim Paulo Valada", salientou.

Segundo a PSP, é desta localização que vai partir uma 'fan walk' até ao Estádio do Dragão, que vai ter três perímetros: o primeiro perímetro destinado a interdições rodoviárias; um segundo perímetro de acesso de pessoas titulares de bilhetes ou credencial e o um terceiro perímetro para entrar dentro do estádio.

Na abertura da conferencia de imprensa sobre o plano de mobilidade, segurança e limpeza para o jogo da final da Liga das Nações, entre Portugal e Holanda, o presidente da autarquia, revelou ainda que um estudo levado a cabo pelo IPAM "aponta para externalidades positivas na ordem dos 150 milhões de euros".

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