Funcionários do INEM suspeitos de roubo de combustível

Em causa está a utilização de cartões de frota em viaturas particulares. No caso em investigação há 20 suspeitos mas esta poderá ter sido apenas uma de várias situações da mesma ordem

Mais de 20 funcionários do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que atuam na rua, são suspeitos de terem recorrido a cartões frota, destinados ao abastecimento das ambulâncias, para atestarem viaturas particulares.

A notícia é avançada pela edição online do Jornal Expresso, que adianta ainda que houve outros casos reportados neste ano. Fonte do INEM garantiu ao mesmo jornal que "as situações foram imediatamente reportadas à Divisão de Investigação Criminal da PSP, encontrando-se a decorrer a respetiva investigação".

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Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.