Freixo de Espada à Cinta destaca referência de Xi Jinping no DN

Presidente chinês apontou a sericultura na vila transmontana como um exemplo de proximidade histórica e cultural entre os dois países e o DN foi conhecer os segredos da "terra da seda"

Em Freixo de Espada à Cinta reside o último reduto da seda natural na Europa. Naquela vila transmontana, situada nas bordas do Douro já bem juntinho a Espanha, o ciclo de produção da seda é todo ele ainda desenvolvido de forma artesanal.

Uma tradição que resiste e que ganhou fama global, chegando até Oriente, ao país que deu a seda a conhecer ao mundo. Xi Jinping, o presidente da China, destacou isso mesmo no artigo de opinião que escreveu para o Diário de Notícias a antecipar a vista de Estado a Portugal e que foi publicado no último domingo.

"Freixo de Espada à Cinta, um município no nordeste de Portugal, adotou, desde cedo, as técnicas da sericultura e da fabricação do tecido que vieram da China, e por isso é conhecido como a "terra da seda"", escreveu o líder chinês. Frase que o município transmontano destaca esta terça-feira, primeiro dos dois dias da visita de Estado de Xi Jinping a Portugal, na sua página oficial no Facebook.

Também na página do Museu da Seda e do Território de Freixo de Espada à Cinta, onde o DN pôde testemunhar como é preservada a arte da sericultura artesanal através das mãos de duas tecedeiras (Júlia e Liliana), é destacada a reportagem publicada pelo Diário de Notícias, bem como o artigo de opinião de Xi Jinping e o editorial da diretora executiva Catarina Carvalho.

De resto, o museu foi também visitado, por estes dias, pelo principal jornal chinês, o People's Daily, que já passara pela redação do DN para fazer uma entrevista com o diretor Ferreira Fernandes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Quem ameaça a União Europeia?

Em 2017, os gastos com a defesa nos países da União Europeia tiveram um aumento superior a 3% relativamente ao ano anterior. Mesmo em 2016, os gastos militares da UE totalizaram 200 mil milhões de euros (1,3% do PIB, ou o dobro do investimento em proteção ambiental). Em termos comparativos, e deixando de lado os EUA - que são de um outro planeta em matéria de defesa (o gasto dos EUA é superior à soma da despesa dos sete países que se lhe seguem) -, a despesa da UE em 2016 foi superior à da China (189 mil milhões de euros) e mais de três vezes a despesa da Rússia (60 mil milhões, valor, aliás, que em 2017 caiu 20%). O que significa então todo este alarido com a necessidade de aumentar o esforço na defesa europeia?