Extradição confirmada. Hacker Rui Pinto chega esta quinta-feira a Portugal

Hacker que está implicado no caso Football Leaks vai ser ouvido por um juiz de instrução, que posteriormente vai decretar qual a medida de coação.

O hacker Rui Pinto chega esta quinta-feira a Portugal, estando assim confirmada a extradição do português que colaborou com o Football Leaks, adianta a edição online do Jornal Económico, citando uma fonte conhecedora do processo.

Ainda de acordo com o Jornal Económico, mal chegue a Portugal, Rui Pinto será ouvido pelo juiz de instrução, que irá decidir as medidas de coação a aplicar - prisão preventiva ou domiciliária.

A 14 de março, um tribunal de segunda instância da Hungria indeferiu o recurso de Rui Pinto para tentar evitar a sua extradição para Portugal, decidida na semana passada, ficando então decidido que o português iria ser extraditado no prazo de oito a 10 dias e o material informático que lhe foi apreendido também seguirá para o nosso país para ser analisado pelas autoridades.

Na audiência pública, Rui Pinto pediu ao Tribunal Metropolitano de Budapeste para não ser extraditado, alegando tratar-se de "uma questão de vida ou morte", que colocava em causa a sua segurança pessoal.

Rui Pinto esteve em prisão domiciliária em Budapeste desde 18 de janeiro e até 5 de março, data em que ficou preso de forma efetiva, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Na base do mandado estão o acesso aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento 'Doyen Sports' e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de jogadores do Sporting e do então treinador Jorge Jesus, assim como de contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

Em 13 de fevereiro, o tribunal húngaro rejeitou o recurso do Ministério Público daquele país para que Rui Pinto passasse a prisão preventiva, mantendo o português em prisão domiciliária, enquanto aguardava o desenrolar do processo de extradição para Portugal, ao qual se opôs.

Rui Pinto terá acedido, em setembro de 2015, ao sistema informático da Doyen Sports Investements Limited, com sede em Malta, que celebra contratos com clubes de futebol e Sociedades Anónimas Desportivas (SAD).

O hacker é também suspeito de aceder ao email de elementos do conselho de administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD leonina.

Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.

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