Esquadrilha de Helicópteros da Marinha condecorada por Marcelo

O Presidente da República condecora esta terça-feira a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, que completa 25 anos, numa cerimónia fechada na Base Aérea do Montijo, que contará com a presença do ex-chefe de Estado Cavaco Silva.

Numa cerimónia interna, na Base Aérea n.º 6, Montijo, onde está sediada, Marcelo Rebelo de Sousa vai condecorar a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha com a medalha de membro honorário da Ordem do Infante D. Henrique, disse à Lusa fonte do ramo naval.

A Esquadrilha dos Lynx foi inaugurada em junho de 1993 pelo então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, que marcará presença na cerimónia na base militar, confirmou à Lusa o porta-voz da Marinha.

Os primeiros helicópteros entraram ao serviço em setembro do mesmo ano, contando hoje com 130 militares, incluindo pessoal da manutenção, logística, operações e serviços.

No âmbito do processo de modernização iniciado em 2013, três dos cinco helicópteros da frota estão atualmente em Inglaterra para substituição dos motores, visando a extensão do ciclo de vida útil até ao final da próxima década, disse à Lusa o comandante da esquadrilha, Gonçalves Simões.

Um outro helicóptero está embarcado na fragata portuguesa que integra a força de reação imediata da NATO no Báltico e um outro está a ser reparado de uma avaria, devendo estar pronto até ao final da semana, adiantou.

O comandante sublinhou que a frota da aviação do ramo naval português é "caso raro dentro dos operadores Lynx a nível mundial" uma vez que nunca sofreu qualquer acidente, o que se deve, sustentou, "à cultura de segurança e rigor que a unidade tem".

Segundo o comandante Gonçalves Simões, o próximo passo será acrescentar à esquadrilha veículos aéreos não tripulados (UAV) que poderão assegurar missões como a vigilância aérea, à semelhança do que já acontece com outras marinhas.

"O que está previsto é a Marinha ser dotada de três destacamentos UAV nos próximos dois a três anos", na sequência de protocolos estabelecidos com duas empresas nacionais para o desenvolvimento daquele tipo de veículos adaptados às necessidades específicas do ramo.

Com 23 mil horas de voo nos últimos 25 anos, estas aeronaves, vocacionadas para luta antissubmarina, participaram em vários tipos de missões, desde o apoio à população em Timor-Leste no ano 2000 até às ações de resgate e rescaldo após o aluvião da Madeira em 2010, ou ainda em Cabo Verde, em 2014, após a erupção do vulcão na Ilha do Fogo, exemplificou.

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