É hoje à tarde. Marcha Silenciosa pelas Vítimas de Violência Doméstica

Está previsto um corte total ao trânsito na zona envolvente: manifestação parte da praça Marquês de Pombal em direção à Assembleia da República.

Silêncio, esta tarde, em Lisboa, pelas vítimas de violência doméstica - já são dez, incluindo a criança de 2 anos asfixiada pelo próprio pai, no início desta semana.

A "Marcha Silenciosa pelas Vítimas de Violência Doméstica" foi convocada nas redes sociais por duas mulheres e acontece esta tarde, às 15:00. A marcha parte da Praça do Marquês de Pombal com destino à Assembleia da República.

"No mês de janeiro de 2019 foram assassinadas 8 mulheres. Há vítimas a sofrer diariamente em silêncio. A sociedade civil tem a responsabilidade de se ser a "voz" de quem grita diariamente em silêncio. E homenagear. Queremos a redefinição da prevenção, a proteção das vítimas e a criminalização de quem agride", é o manifesto da marcha.

Quase 1000 pessoas confirmaram a sua presença e mais de seis mil manifestaram "interesse" em comparecer no evento.

Está previsto um corte total ao trânsito na zona envolvente, a partir das 15:00 e até ao final do evento.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.