Diretora-Geral de Saúde anuncia aumento diário "de mais de 500 óbitos" durante dias de maior calor

Graça Freitas fez esta quarta-feira um balanço dos últimos dias em declarações na Autoridade Nacional de Proteção Civil.

A diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, anunciou esta quarta-feira que nos dias de maior calor, entre 5 e 7 de agosto, houve "variação diária de mais de 500 óbitos registados", em declarações proferidas na Autoridade Nacional de Proteção Civil, onde fez um balanço da resposta operacional e das medidas adotadas pelas várias entidades na sequência do calor extremo registado nos últimos dias.

"Temos de ser cautelosos a analisar os dados e o impacto da mortalidade e cautelosos a comparar-nos com outros países que utilizam metodologias diferentes", afirmou. "Mas isto é uma análise muito bruta, o que quer dizer que temos de analisar as quinzenas por corredores de probabilidades de ocorrência de morte", disse, explicando que é preciso estudar as mortes esperadas numa determinada quinzena e aquelas que de facto se observam. Isto porque "muitas vezes há picos", com as pessoas que estavam mal e que morreram durante uma onda de calor. "Obviamente que nas semanas seguintes a mortalidade desce", disse, explicando que, em Portugal, se contabiliza "o impacto na mortalidade geral por todas as causas".

Graça Freitas revelou que, nos dias 5, 6 e 7 de agosto, o INEM recebeu "mais cinco mil contactos do que é habitual" e que o serviço de urgência apresentou mais sete mil episódios de urgência, não havendo, porém, aumento de internamentos, "um bom indicador", o que quer dizer que muitos dos utentes "terão sido tratados e hidratados sem necessidade de internamento". Já nos centros de saúde a procura está de acordo com a época, sublinhou Graça Freitas, onde estiveram elementos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), da ANPC e o primeiro-ministro, António Costa.

A diretora-geral de Saúde frisou que as parcerias com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) permitem "dar alertas" para determinadas regiões, conforme os níveis locais de risco meteorológico, e que existe uma "aposta enorme na comunicação" sobretudo no verão, devido à mudança de comportamentos por parte das pessoas.

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