"Cerca de 18 mil dos 22 mil efetivos da PSP tiveram valorizações remuneratória", diz Ministro

Eduardo Cabrita falou aos jornalistas sobre o protesto que junta em Lisboa cerca de cinco mil polícias a exigirem atualizações salariais e a protestarem contra a falta de efetivos e de investimento nas forças e serviços de segurança.

O Ministro da Administração Interna defendeu esta quinta-feira que "nunca houve tanto investimento nas forças de segurança" como o feito pelo atual Governo. "Nunca houve tanto investimento nas forças de segurança como neste governo, fruto da programação da lei de investimentos em equipamentos e infraestruturas nas forças de segurança e é por isso que estão dezenas de infraestrutura em obras", disse Eduardo Cabrita quando questionado pelos jornalistas sobre o protesto que junta em Lisboa cerca de cinco mil polícias a exigirem atualizações salariais e a protestarem contra a falta de efetivos e de investimento nas forças e serviços de segurança.

O ministro da Administração Interna lembrou que "as forças de segurança são beneficiárias do descongelamento de carreiras e nessa medida, cerca de 18 mil dos 22 mil efetivos da PSP tiveram valorizações remuneratórias decorrentes de progressão ou da resolução de uma questão deixada pelo governo anterior".

Eduardo Cabrita adiantou que também os elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) tiveram o "descongelamento de carreiras concluído nos termos do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018)".

No caso dos militares da GNR, ainda está "em discussão com as associações representativas aquilo que é um regime específico de uma carreira que depende da sua evolução fundamentalmente no decurso do tempo", explicou.

Apesar de o Ministério da Administração interna (MAI) ter anunciado esta quinta-feira que vai pagar a partir de janeiro de 2019 os subsídios relativos ao período de férias, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que "vale a pena manter a luta", porque o problema não fica totalmente resolvido, faltando saber como serão pagos os retroativos desde 2011.

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