Elétrico 15 pode chegar à Cruz Quebrada

As duas autarquias - Lisboa e Oeiras - estão em conversações para estender circulação do elétrico

A Câmara de Lisboa está em conversações com o município de Oeiras para estender a circulação do elétrico 15 à Cruz Quebrada, sendo que a infraestrutura para circular já existe, anunciou hoje o presidente da autarquia da capital.

"Vamos expandir a rede de elétrico do 15. Estamos em diálogo com a Câmara Municipal de Oeiras para podermos expandir até à Cruz Quebrada. Temos a infraestrutura feita", disse o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), numa entrevista transmitida na quarta-feira à noite na RTP3.

Medina quer esta linha a funcionar "no imediato", mas admite que "depende agora" de a Carris vir a contar com o material circulante.

Dentro de Lisboa, a Câmara já tinha anunciado que o elétrico 15 vai chegar a Santa Apolónia ainda durante este mandato, sendo que o objetivo é, numa fase posterior, fazê-lo chegar também ao Parque das Nações.

Atualmente, o 15 efetua um percurso que já chega ao concelho de Oeiras (entre a Praça da Figueira e Algés).

Para tal, a Câmara de Lisboa vai "lançar o concurso para a aquisição de 30 novos elétricos, que complementarão os atuais 15", explicou o líder do executivo municipal, acrescentando que estes não serão os veículos com aspeto mais tradicional, mas sim "elétricos novos, modernos", que irão funcionar como um "meio intermédio entre o autocarro e o comboio".

Para o presidente da autarquia, "faz todo o sentido" apostar numa "moderna rede com modernos elétricos".

"É, aliás, isso que a generalidade das cidades modernas estão a fazer quando podem, nós é que podíamo-nos ter poupado a estarmos a recuperar uma destruição. Era muito bom que não tivéssemos destruído a rede", defendeu.

O socialista adiantou, também, que pretende fazer chegar os elétricos da Carris (empresa que em fevereiro de 2017 passou para a alçada municipal) a outros concelhos limítrofes, como Odivelas, Loures ou Amadora, mas esta medida ainda está em estudo.

Questionado sobre a crise de habitação que a cidade atravessa, Medina adiantou que "no próximo trimestre" o município vai "atribuir cerca de 600 casas".

"Estamos a tentar colocar mais casas no mercado", afirmou, apontando que esta entrega de habitações vai "resolver a situação para cerca de duas mil pessoas", que "já se estão a candidatar".

Assim, a Câmara quer que estas habitações cheguem a "pessoas de rendimentos baixos e também das classes médias, através do Programa da Renda Convencionada, e através, por exemplo, do Subsídio Municipal de Arrendamento", para além do concurso da habitação social.

Segundo o autarca, estas casas estão localizadas em "bairros espalhados pela cidade, em bairros municipais e em património municipal que é reabilitado".

Na mesma entrevista, Fernando Medina referiu que, desde 2015 (quando assumiu a liderança da Câmara da capital), foram criados 22 parques de estacionamento, que representam três mil lugares.

A estes acrescem 2.500 lugares para residentes, que o presidente da Câmara afirmou ser um aumento de "mais 50%" face ao que havia há três anos.

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